Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 16 de abril de 2018 às 21:13

Investidores querem apostas mais sustentáveis 

Os objectivos de investimento dos mais ricos estão a mudar. O lucro já não é o único objectivo das aplicações. De acordo com o UBS Wealth Management, os "ultra" ricos querem que os seus investimentos contribuam para fazer mudanças positivas no mundo.

O problema é que, tal como explicou Simon Smiles, chief investment officer do UBS, à CNBC, os investidores têm-se deparado com dificuldades em encontrar activos considerados sustentáveis. Companhias como tabaqueiras, empresas que vendem álcool ou armas estão fora do leque de escolhas neste tipo de investimentos. Mas, "algumas pessoas gostam de beber álcool, algumas gostam de fumar e algumas gostam de armas, por isso, para dizer aos investidores que não devem fazê-lo porque é errado, está-se automaticamente a não estar alinhado com os seus valores", refere o especialista. Contudo, é assim que a maioria dos produtos de investimento sustentáveis está posicionada. Em vez de evitar "más" companhias e investir em títulos de empresas com bons "ratings", os "super" ricos querem que os seus portefólios reflictam o que eles acreditam, explicou Simon Smiles. A dificuldade é encontrar investimentos sustentáveis ajustados às suas crenças individuais.

 

Jornalista

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mais votado Investidores antes de tudo, são Cidadãos Há 6 dias

E o primeiro e mais rigoroso filtro que deverão considerar na triagem de empresas em que pretendem investir,
é exatamente o que reflita os Valores em que acreditam como Cidadãos Portugueses.
E é minha opinião de cliente do banco de capitais públicos português,
que o mesmo deveria fornecer explicitamente aos seus clientes a garantia
que os seus produtos de investimento verificavam exigências
não deixando de constituir grandes princípios denominadores comuns
(v.g. respeito pela Dignidade Humana, pela Liberdade, pela Lei, pela Democracia, pela Saúde,
pela igualdade de direitos independentemente de raça ou género, pela conservação da natureza e do património histórico, por princípios de Meritocracia etc, etc)
da maioria do Povo Português.
Os Investidores, pobres ou ricos, antes de tudo, são Cidadãos Portugueses,
e tal deve ser considerado por quem os serve,
e levar ao abandono de políticas de "fechar os olhos",
"lavar as mãos à Pôncio Pilatos"
ou priorizar apenas objectivos comerciais.

comentários mais recentes
São Melhores os Ricos … Há 5 dias

em termos de performances conquistadas em Bolsa?

Em princípio, deveriam ser; e em períodos longos são-no, por 2 razões:

1-Como tem garantida a satisfação de todas as necessidades vitais, registam um nível mais alto de tolerância ao Risco e em resultado expõem-se mais a Ativos que regra geral oferecem maiores prémios de rendibilidade;

2-Como tem maiores possibilidades não só de recorrer à Gestão de Ativos
(o que já de si é uma importante vantagem)
mas, dentro da Gestão de Ativos, procurarem recorrer aos mais competentes, o que se repercute nas performances.

Mas em períodos curtos , e principalmente em períodos de Bull Market,
as vantagens dos Ricos podem até tornar-se contraproducentes
porque o esforço que fazem para bater os Mercados
trazem-lhes magros lucros, mas substanciais custos de transacção,
sendo o resultado global pouco animador
(performances dos “family offices em 2015: 0.3%; em 2014: 6.1% e em 2013: 8.5%)
No entanto, quando vem os Bear Markets, recuperam bem.

Investidores antes de tudo, são Cidadãos (2) Há 5 dias

É de evocar o Fundo Soberano da Noruega, como exemplo a seguir.
O maior do Mundo e investidor em 22 empresas da Bolsa Portuguesa,
é uma grande Referência pela qualidade da gestão que pratica.
Mas, mais relevante do que isso, é um arquétipo no plano ético,
pela bateria de critérios com que filtra as oportunidades de investimento
que constantemente lhe batem à porta.

A possibilidade de se usarem os fundos de investimento, grandes ou pequenos,
como instrumento para concretizar uma visão do Mundo
pautada por Grandes Valores e na linha do progresso da Civilização,
acrescenta nova e empolgante dimensão de utilidade,
a instrumentos que já a tinha em elevado grau,
mas que assim a reforça significativamente.
No interesse cívico dos seus Clientes;
no interesse do progresso ético da Sociedade;
no interesse motivacional daqueles, os Profissionais do Setor
de cujo espírito de missão e entusiasmo, depende em grau decisivo
a qualidade dos resultados por que que lutam sem tréguas.

Investidores antes de tudo, são Cidadãos Há 6 dias

E o primeiro e mais rigoroso filtro que deverão considerar na triagem de empresas em que pretendem investir,
é exatamente o que reflita os Valores em que acreditam como Cidadãos Portugueses.
E é minha opinião de cliente do banco de capitais públicos português,
que o mesmo deveria fornecer explicitamente aos seus clientes a garantia
que os seus produtos de investimento verificavam exigências
não deixando de constituir grandes princípios denominadores comuns
(v.g. respeito pela Dignidade Humana, pela Liberdade, pela Lei, pela Democracia, pela Saúde,
pela igualdade de direitos independentemente de raça ou género, pela conservação da natureza e do património histórico, por princípios de Meritocracia etc, etc)
da maioria do Povo Português.
Os Investidores, pobres ou ricos, antes de tudo, são Cidadãos Portugueses,
e tal deve ser considerado por quem os serve,
e levar ao abandono de políticas de "fechar os olhos",
"lavar as mãos à Pôncio Pilatos"
ou priorizar apenas objectivos comerciais.

General Ciresp Há 6 dias

Oh minha rica Abreu,trazes mesmo1tema a condizer com aquilo q te prometi dizer hoje pela manha.Acho q e do conhecimento de todos q os fundos de pensoes e outros da mesma espessura foram convidados a deixarem de investir no armamento.Hoje a pressao e quase identica para o sector da medicina,preco ele