Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 03 de maio de 2017 às 19:37

Louvre fecha museu às acções europeias

Depois do Brexit e da eleição de Trump, o melhor é jogar pelo seguro. E o Louvre não arrisca. Para já, o único investimento é em arte.

A escolha do próximo Presidente francês é um dos temas que vai continuar a gerar alguma ansiedade. Depois de os votos na primeira volta nas presidenciais francesas terem eleito o centrista Emmanuel Macron e a candidata de extrema-direita Marine Le Pen para disputarem o lugar no Eliseu no próximo domingo, os investidores parecem ter incorporado que há uma maior probabilidade de Macron ganhar estas eleições. E a reacção em mercado não poderia ser mais positiva, com as bolsas do Velho Continente a fixarem novos máximos. Mas, nem todos os intervenientes do mercado mantêm uma visão tão optimista. E entre os mais cautelosos destacam-se alguns investidores franceses, como é o caso do fundo do Louvre. O gestor do fundo, responsável pela gestão de quase 200 milhões de euros, garante que vai manter-se longe das acções europeias até que sejam conhecidos os resultados finais da corrida ao Eliseu. Uma decisão que justifica com os riscos associados a este evento eleitoral, ainda que reconheça que os títulos na região estão mais baratos do que as acções dos EUA. Mas, depois do Brexit e da eleição de Trump, o melhor é jogar pelo seguro. E o Louvre não arrisca. Para já, o único investimento é em arte.

 

Jornalista

pub

Marketing Automation certified by E-GOI