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Mais coragem não fazia mal

José Sócrates tem, além da coragem, uma qualidade que faz falta para se ter sucesso em política: a sorte. Como se viu esta semana, com o aval de Bruxelas à estratégia para reduzir o défice orçamental excessivo.

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Um aval, é certo, sujeito à condição de todas as medidas previstas no documento serem aplicadas e também ao crescimento do PIB, previsto no orçamento. Mas um aval. É provável que o Governo não queira carregar mais no travão (leia-se não cortar despesas), como deixou transparecer Teixeira dos Santos, para não afectar a confiança de empresas e famílias. Compreende-se. Mas é um risco: se houver um trambolhão no crescimento, nos próximos meses, o Governo fica exposto. E terá que tomar (espera-se que do lado da despesa) mais medidas difíceis em 2007. Com consequências imprevisíveis na confiança. Ora, é preciso não esquecer que 2007 (o ano em que Bruxelas diz que Portugal terá de tomar mais medidas se alguma coisa correr mal com o PIB) é o terceiro ano da legislatura. Ou seja, aquele em que o Governo devia iniciar a «descompressão», a pensar nas próximas legislativas. Mais valia ser mais ousado em 2006, nomeadamente do lado da despesa, até porque os riscos são pequenos: as sondagens mostram que, apesar das medidas difíceis já tomadas, Sócrates continua a ser popular.
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