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Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2017 às 18:05

Marcelo trocou as notas pelos "ratings"  

Não foi preciso esperar pelo final de sexta-feira para se conhecer a decisão da Fitch para Portugal. Por volta das 14 horas, Marcelo Rebelo de Sousa disse que a agência ia manter a notação e elaborou sobre os factores positivos que a agência iria realçar sobre Portugal.

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Após o faroeste que imperava na divulgação de "ratings" durante a crise de dívida, a União Europeia criou regras para que a forma de comunicar as decisões fosse previsível e transparente.

Cabe às agências de "rating" divulgarem a decisão em datas predefinidas. Sempre às sextas-feiras, após o fecho do mercado. Têm de informar os Estados em causa com 24 horas de antecedência para dar a hipótese de alguns acertos. Mas pretende-se que essas informações sejam sigilosas.

Marcelo não manteve a reserva. Depois das notas enquanto professor, passou a dar os "ratings" como Presidente. E não foi o primeiro.

Em Outubro, antes da decisão da DBRS, António Costa também indicou, ainda que não tão explicitamente, que a agência manteria Portugal ligado ao BCE. Disse, horas antes da decisão, que só ficaria surpreendido com a análise da DBRS quem esperasse pelo diabo. Depois do esforço para disciplinar o "timing" das agências, parece que o mais difícil é serem os próprios Estados a respeitá-las.

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