Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 14 de março de 2018 às 20:50

Metade dos investidores vai seguir o mercado 

Os fundos de índice são cada vez mais populares. A perspectiva de pagar comissões baixas e conseguir um retorno semelhante ao do mercado, quando muitos fundos activos nem isso conseguem, agrada aos investidores.

E são cada vez mais os que optam por subscrever um ETF, em detrimento de um fundo de investimento. Uma evolução que tenderá a intensificar-se nos próximos anos. Segundo um estudo da BlackRock, a maior gestora de activos do mundo, os fundos de índice vão tornar-se o veículo de investimento dominante nos próximos anos. De acordo com a BlackRock, nos próximos dois anos metade dos investidores norte-americanos vai ter, pelo menos, um ETF. "Os ETF não estão apenas a ter um momento. Estão a criar um movimento", escreveu Martin Small, responsável pelo iShares, da BlackRock, no Canadá e nos EUA, num documento citado pela MarketWatch. Actualmente, um em cada três investidores norte-americanos detém pelo menos um ETF, um número revelador da popularidade destes produtos de investimento. Esta nova realidade está a reflectir-se numa crescente aposta das gestoras no lançamento destes ETF e na descida de comissões de fundos, numa tentativa de apanhar um comboio em andamento.

 

Jornalista

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mais votado “Pronto a vestir” ou “Fundo à medida” ? 15.03.2018

As grandes fortunas sempre recorreram aos “Fundos à medida”,
enquanto os pequenos patrimónios, aos Fundos standards ou “prontos a vestir”.
Estes, malgrado a sua imensa variedade
(há pouco, perto de 7 de dezenas de milhar de Fundos e mais de 5 milhares de ETFs)
não deixam de implicar ligeiro desajustamento em relação ao ideal para cada investidor,
o que, se é insignificante a curto prazo, é muito apreciável a longo,
com diferenças de património implicando ou não, a concretização de sonhos de toda uma vida.
Naturalmente questões de escala tornam inviável oferecer aos pequenos investidores
as mesmas práticas ao dispor dos grandes.
Mas é hoje possível quase conseguir democraticamente o mesmo,
recorrendo a “Fundos módulos” reflectindo os principais eixos de diferença entre investidores
(sensibilidade ao risco, horizonte, conceções próprias sobre melhores estratégias)
e estruturando depois de forma ótima os módulos, aos balcões dos bancos,
compondo para cada Cliente um “Fundo à medida”.

comentários mais recentes
“Pronto a vestir” ou “Fundo à medida” (1) 15.03.2018

“Fundos à Medida” ou “Fundos Personalizados” (FP),
são tentativa de aproveitar o melhor do chamado “Robo- Advising”, evitando o pior.
O melhor, é a qualidade de gestão possibilitada, pela via de uma concentração de esforços
em número reduzido de módulos,
com o recurso ao melhor em termos de simbioses de competências humanas e inteligência artificial;
O pior, é a falta de um contacto que transmita calor humano
instilando confiança e esclarecendo dúvidas de pormenor.
A ideia central dos FP é:
Primeiro, concentrar meios ao nível da gestão, conquistando maior qualidade e economias de escala;
Depois, ao nível do balcão, alavancar ao máximo a principal vantagem do gerente de conta,
a sua relação de confiança com o cliente,
libertando-o de tarefas técnicas,
e colocando à sua disposição uma gama de oferta que, por combinação de módulos, é praticamente infinita,
e ainda acrescenta valor por efeito de amálgama,
resultante de optimização de carteira,
e por ajustamento à tolerância ao risco

Vantagens dos ETFs sobre os Fundos 15.03.2018

Nem tudo são rosas nos ETFs em relação aos Fundos,
e haverá casos em que realmente é mais vantajoso,
ou quase obrigatório recorrer a Fundos e não a ETFs.
Não obstante, tem de se reconhecer em primeira análise
algumas importantes vantagens dos ETFs em relação aos Fundos:
- Normalmente, muito menores custos;
-Fixação do preço em contínuo e não apenas ao fim do dia;
-Possibilidade e facilidade de “shortar” (vender a descoberto);
-Maior eficiência fiscal (pelo menos nos EUA).

“Pronto a vestir” ou “Fundo à medida” ? 15.03.2018

As grandes fortunas sempre recorreram aos “Fundos à medida”,
enquanto os pequenos patrimónios, aos Fundos standards ou “prontos a vestir”.
Estes, malgrado a sua imensa variedade
(há pouco, perto de 7 de dezenas de milhar de Fundos e mais de 5 milhares de ETFs)
não deixam de implicar ligeiro desajustamento em relação ao ideal para cada investidor,
o que, se é insignificante a curto prazo, é muito apreciável a longo,
com diferenças de património implicando ou não, a concretização de sonhos de toda uma vida.
Naturalmente questões de escala tornam inviável oferecer aos pequenos investidores
as mesmas práticas ao dispor dos grandes.
Mas é hoje possível quase conseguir democraticamente o mesmo,
recorrendo a “Fundos módulos” reflectindo os principais eixos de diferença entre investidores
(sensibilidade ao risco, horizonte, conceções próprias sobre melhores estratégias)
e estruturando depois de forma ótima os módulos, aos balcões dos bancos,
compondo para cada Cliente um “Fundo à medida”.

Dobre de finados pelos fundos de investimento? 15.03.2018

Há quem o admita na justa medida em que os ETFs
têm custos, em média, 4 vezes inferiores aos fundos,
e há casos (quanto a nós, lamentáveis), em que são cobradas comissões,
por fundos geridos com os custos dos ETFs,
10 vezes superiores às comissões daqueles.
todavia acreditamos que, cedo ou tarde,
as situações abusivas venham a ser corrigidos,
e acabará por ser instaurada efetiva fiscalização
no sentido de que as comissões cobradas pelos fundos,
tenham por base os custos incorridos na gestão dos mesmos.
E assim sendo, não vemos que haja razão para que os fundos
orientados para um objetivo de fazerem melhor que o Mercado,
desapareçam, porque:
se hoje já terão de facto utilidade negativa em períodos de alta,
não a terão ainda sensivelmente em períodos de baixa.
Em acréscimo, há a possibilidade adicional de criar valor
através de um ajustamento personalizado ao nível de tolerância ao risco,
ou mesmo implementar uma gestão ativa
tomando sinergeticamente os ETFs como instrumentos.

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