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Ministro prevenido?

O ministro das Finanças, ao apresentar a execução orçamental do primeiro semestre, reafirmou que o défice de 4,6% vai ser cumprido.

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Como é a segunda vez que diz isto esta semana, só há uma forma de o entender: Teixeira dos Santos está convicto que tem a execução orçamental sob controlo.

Apesar da convicção, Teixeira dos Santos admite tomar «medidas adicionais» se for necessário. Faz bem: quem conhece a tradição orçamental portuguesa sabe que os últimos dois meses do ano costumam ser diabólicos. E quando os ministros das Finanças se apercebem das armadilhas, é tarde...

O problema é saber de que medidas se trata, porque Sócrates já prometeu não fazer duas coisas: recorrer a «medidas extraordinárias» e aumentar impostos (pergunta a que já respondeu «uma vintena de vezes»...).

Sendo assim, o ministro tem duas soluções: controlar com mão de ferro a despesa do Estado; pedir a Paulo Macedo para fazer (mais) milagres nos impostos. Qualquer uma tem limitações. A primeira, porque o grosso do que o Estado gasta é despesa corrente (v.g. salários). A segunda, porque Paulo Macedo já fez saber que os ganhos de eficiência não são eternos (e o acréscimo de receita, resultante do crescimento do PIB acima do previsto, não são favas contadas).

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