Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 08 de março de 2018 às 20:54

Mulheres na gestão reduzem volatilidade 

A volatilidade é, seguramente, um dos temas de 2018. Mas, há formas de minimizar os impactos da instabilidade dos mercados na carteira. Apostar em empresas com mais mulheres na sua gestão pode ajudar a reduzir a volatilidade do portefólio.

Mas, o que tem a ver a oscilação das cotações das acções com ter mais ou menos mulheres com cargos executivos numa cotada? À partida nada, contudo um estudo do Bank of America, citado pela Bloomberg, mostra que lideranças com mais presenças femininas têm-se traduzido de forma consistente em menores oscilações das cotações e uma reduzida volatilidade ao nível dos resultados. Além disso, as acções de companhias com maior diversidade masculina e feminina tendem a apresentar retornos mais elevados. De acordo com o estudo, conduzido entre 2010 e 2016, as companhias do S&P 500 com, pelo menos, 25% de mulheres em cargos executivos registaram retornos superiores à média no ano seguinte. Ou seja, empresas com mais mulheres executivas revelam-se mais rentáveis. Num ano em que se espera mais volatilidade, esta conclusão assume ainda maior relevância, sobretudo quando a liderança das empresas ainda é maioritariamente masculina.

 

Jornalista

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mais votado As Mulheres na Gestão de Ativos 09.03.2018

Estudos publicados revelam diferenças de género no nível de autoconfiança,
induzindo diferenças naquilo que muitos consideram ser o fator condicionante
mais relevante dos resultados em Bolsa:
o grau de exposição ao risco, ou nível de alavancagem utilizado.
Tal grau terá um valor ótimo variável em função da posição no ciclo do Mercado,
e o valor concreto adotado, não deixa de repercutir
diferenças intrínsecas no nível de tolerância ao risco.
com alternância de liderança em matéria de género,
em função do momento em que se está naquele ciclo.
Mas afora tal, verificar-se-á na Gestão de Ativos o mesmo princípio
que suponho se regista na Politica e em muitos outros domínios:
o contributo de utilidade de qualquer equipe,
é sempre normalmente maximizado
se a composição for representativa do universo para o qual o trabalho é orientado.

DECLARAÇÂO DE INTERESSES:óptica de homem reconhecendo mérito dos seus resultados em bolsa da Mulher que o criou e da que o tem inspirado/apoiado

comentários mais recentes
Re: RE: As Mulheres na Gestão de Ativos 09.03.2018

Leia-se a propósito e com proveito,
o interessante artigo de Nassin Taleb
(autor dos conhecidos livros Antifrágil e "O Cisne Negro") :
"Why it is no longer a good idea to be in the Investment Industry".
Paradoxalmente, concordamos com a força e validade do argumento evocado,
mas não com a generalidade da ilação retirada
principalmente se o valor da utilidade da Gestão de Ativos
para o futuro da maioria da população Portuguesa
(e não apenas para uma minoria) ,
vier a ser reconhecido e aproveitado,
como esperamos e desejamos que o venha a ser.

Re: RE: As Mulheres na Gestão de Ativos 09.03.2018

Com o aumento generalizado do nível de competência na Gestão de Ativos (GA),
a diferença entre os melhores e os piores tem-se vindo progressivamente a reduzir,
com a consequência de diminuir a importância relativa de diferença de competências,
na explicação da diferença de performances.
A competência continua a ser uma condição necessária ao êxito na GA,
(na sua vertente, ainda hoje predominante da gestão ativa)
mas não é, e tende cada vez menos a sê-lo, uma condição suficiente.
Não obstante, algo ainda proporciona imensa atractibilidade à GA
Para quem deseja tomar como base do sucesso o trabalho:
É que, das duas uma:
Ou a competência e é reconhecida,
independentemente de género, origem social, afinidades politicas, solidariedade desportiva, networking ect ;
Ou quem se sente injustiçado, parte para uma atividade independente
que lhe possibilita empolgante realização,
e lhe proporciona proventos, se for competente,
muitas vezes superiores aos possíveis na atividade dependente.

Comentador 09.03.2018

Citação por favor. Gostaria de saber se a elevada presença feminina é principalmente nas blue chips dominantes (q se podem dar ao luxo de escolher por politica em vez de mérito) e se estas empresas pertencem a setores q estão a beneficiar do ciclo economica e redução de impostos de Trump. Ceticismo.

RE:As Mulheres na Gestão de Ativos 09.03.2018

o essencial é que a competência seja valorizada independentemente do género

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