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Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 03 de Novembro de 2017 às 09:40

Na Catalunha nada será como antes

A Catalunha mantém-se intensamente na ordem do dia. E por muito que Espanha entre agora pela via judicial, acusando Carles Puigdemont e seus pares de rebelião, isso não apagará os problemas.

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Como escreve Dantas Rodrigues, sócio/partner da Dantas Rodrigues & Associados, no Diário de Notícias, "esconder-se do problema, como faz o rei, não resolve a crise da Catalunha. E muito menos se resolve com a prisão das principais figuras do seccionismo pelos crimes de rebelião, desobediência e prevaricação, cuja moldura penal pode ir até 30 anos de prisão".

Visão distinta é a de Filipe Baptista no i. "O que se passou na Catalunha é o reflexo de uma minoria que se esqueceu do tempo que passou e cuja vontade independentista é apenas fruto dos devaneios de um punhado de líderes em busca do protagonismo." Já Puigdemont, na perspectiva de Filipe Baptista, "é um populista e oportunista político".

Um ponto de vista diferente do expresso por Dantas Rodrigues, segundo o qual, "Espanha precisa de um mediador internacional para a questão catalã e a pessoa indicada talvez devesse ser um ex-chefe de governo ou de Estado. Uma proposta destas devia ser sugerida, em minha opinião, pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk".

O momento actual, como afirma Josep Ramoneda no El País, é de tréguas, "mas quem o confundir com o fim do soberanismo equivoca-se". "No dia 21 de Dezembro [data das eleições regionais na Catalunha], um grande número de catalães irá votar. O problema requer política e reconhecimento mútuo, que é o que nega a dinâmica frentista. Rajoy ganhou dois meses, mas em política os milagres não abundam", ajuíza Ramoneda.



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