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Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 21 de Março de 2017 às 20:16

No mercado cambial não há sorte de principiante

É uma tendência em Wall Street, principalmente nas unidades de negociação de divisas. Nas reestruturações que se seguiram à crise, houve um êxodo de membros veteranos das mesas de negociação, sendo substituídos por "traders" mais novos.

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Para os mais velhos neste mercado, segundo um artigo da Bloomberg, isso é um risco. Defendem que não há sorte de principiante que resista aos primeiros sinais de crise. E que os "traders" mais jovens podem facilmente entrar em pânico ao primeiro sinal de problemas, pensando que o mundo está a acabar quando há indícios de crise, o que requer uma mão mais experiente para travar o pânico.

Além da perspectiva dos veteranos, mais empírica do que científica, também o Banco Internacional de Pagamentos aparenta apontar para esse problema. O banco central dos bancos centrais destacou, num estudo, a inexperiência dos "traders" como uma das causas do "flash crash" da libra em Outubro.

Mas a questão não deveria ser apenas se os nervos de aço são uma questão de experiência ou de personalidade. Mas também se os mecanismos de controlo de risco dos bancos são eficazes e se os incentivos de curto prazo não fariam cair em tentação o mais experiente dos "traders".

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