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Jorge Marrão - Gestor 29 de Janeiro de 2015 às 00:01

Novas demagogias

O socialismo catedrático, radical e das redes sociais definiu bem o seu alvo: a Europa. A moeda comum é uma nova constituição que nos foi imposta. Avançou mais rapidamente que as constituições formais e culturais dos que ousaram participar nela.

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A FRASE...

 

"Grécia promete proposta que 'nem Schäuble poderá recusar'".

 

Yanis Varoufakis, novo Ministro das Finanças grego, Negócios, 28 de Janeiro de 2014.

 

A ANÁLISE...

 

A maioria grega parlamentar "bonificada", e as novas esquerdas e direitas, defendem um comportamento diferente do Banco Central. Querem transferir para a União aquilo que sempre defenderam nos Estados nacionais: a soberania política que lhes permita manipular o preço do dinheiro e da massa monetária para anestesiar os eleitorados e as suas egoístas preferências momentâneas.

 

Usam e abusam de Keynes – nas partes que lhes interessam – a qualquer preço para se manterem no poder, escondendo-se atrás do "desenvolvimentismo". São os eternos crentes da despesa pública e do Estado ordenador da vida privada para tudo. A que resolve a competitividade de um país e da União de forma simples. São as novas demagogias. Já não são nacionais. Saltaram dos localismos para a "rede" da Europa. Não pretendem um projecto europeu competitivo. Querem um modelo distributivo europeu desligado da competitividade real. Querem a igualdade entre nações, porque não aceitam as naturais diferenças.

 

Detestam as políticas públicas que podem gerar uma moeda comum forte e estável. As que protegem os pensionistas, os aforradores e os empreendedores. Querem a escapatória de monetizar os excessivos défices. Sabem que o poder constituinte de um modo de vida está na Europa com a arma de emissão monetária. Como dizia um amigo meu:"A formiga sabe sempre onde está a compota". As chantagens mútuas entre países "austeros" e "magnânimos" irão gerar os equilíbrios de hoje. Serão os desequilíbrios do futuro. Mais tarde, vamos prender os políticos de hoje moral e intelectualmente. "Too late". Já estaremos mortos.

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

 

 

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