Fernando  Sobral
Fernando Sobral 29 de maio de 2013 às 23:30

O Governo é um drone

Os drones liquidam em silêncio, sem que quem os comanda veja quem vá perder a vida. Os drones não têm emoções: cumprem ordens. Ninguém sabe quem as dá, ou porque dá.

O Governo português rege-se pela estratégia dos drones. Actua sem emoções, como se os portugueses fossem alvos de plástico e não com corpo e alma. Acredita que tem uma missão purificadora. Mas, pelo contrário, as suas acções só provocam dor. Para o Governo os portugueses não têm cara, nem olhos, nem sentimentos, nem vida. Não precisam de saber o que pode mudar, porque o Governo encarrega-se de lhes trocar todas as voltas.

 

O Governo actua, mas não explica. Golpeia, mas nunca pede desculpa. O Governo não vê os portugueses. Tal como fazem os drones. É por isso que hoje os reformados ainda não sabem se vão pagar a sua TSU. O Governo não esclarece. As empresas, que podem ter ficado empolgadas com o super-crédito do IRC, não sabem como será este depois de Janeiro.

 

O Executivo fecha os lábios. O Governo só cria insegurança e desconfiança. E depois pede investimento. Das empresas e dos portugueses. Como se alguém investisse num clima de incerteza. Aquela que o Governo promove como táctica para transformar Portugal num hospício.

 

A política para despedir 30 mil funcionários públicos é digna de um drone. Primeiro não garantia subsídio de desemprego. Agora já dá, mas reduz o período de "requalificação" de 18 para 12 meses. Quem entrar nessa "requalificação" que não vai requalificar ninguém tem 99% de certeza que será despedido. Só o Governo não é claro. Porque é incapaz de olhar para os portugueses. Como se eles não fossem pessoas. Como se não tivessem corpo ou alma.

 

Este Governo fulmina como um drone.

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