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André Veríssimo averissimo@negocios.pt 10 de Abril de 2017 às 20:40

O que nos dizem as taxas de juro

A cada nova sondagem para as presidenciais francesas cresce o nervosismo sobre o seu desfecho, visível na subida dos juros da dívida, que se afastam da Alemanha. Nada que contagie Portugal, cujas taxas seguem em sentido contrário.

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Os juros exigidos no mercado para as Obrigações do Tesouro a 10 anos baixou na segunda-feira até aos 3,83%, o que corresponde ao valor mais baixo desde 24 de Janeiro.

 

Boas notícias, sobretudo se tivermos em conta que há poucas semanas as taxas andavam pelos 4,2%. O prémio de risco em relação à Alemanha também encolheu, baixando de perto de 3,8 para 3,6 pontos percentuais.

 

Será que o mercado está finalmente a fazer justiça ao ministro das Finanças, premiando o esforço de consolidação orçamental e a saída do procedimento por défices excessivos? Talvez. Mas convém pôr as coisas em perspectiva. Quando o actual Governo tomou posse, em Novembro de 2015, as taxas andavam pelos 2,5%. É certo que entretanto a perspectiva para a inflação e para o rumo das taxas de juro mudou. Mas isso só explica parte do aumento das taxas de Portugal. É que o prémio de risco rondava os 2,0 pontos percentuais há 17 meses, muito abaixo dos 3,6 actuais. O Governo e o país têm ainda muito caminho de credibilidade a percorrer.

 

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