Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 21 de outubro de 2018 às 17:30

O que tem a ver o mercado chinês com o americano?

Não é só nas relações comerciais que os EUA e a China estão de costas voltadas. Os dois países apresentam comportamentos divergentes nos mercados accionistas.

Enquanto as praças norte-americanas continuam a valorizar, as bolsas chinesas viveram mais uma semana marcada por descidas expressivas. Desde o início do mês, a bolsa de Xangai desce 12% e, no último ano, cai 26%. Mas, porque é que isso é um motivo de preocupação para os EUA? À partida não deveria ser, contudo, um estudo citado pela CNBC refere que quando as acções chinesas registam quedas abruptas, há uma grande probabilidade de os EUA, sobretudo grandes cotadas como a Caterpillar, também desvalorizar. Segundo a análise da Kensho, em 70% dos períodos que a bolsa de Xangai registou quedas de 10% ou mais, as acções dos EUA também recuaram. Em termos de dimensão das descidas, os mesmos especialistas referem que quando as acções chinesas afundam mais de 10% num período de 30 dias, os principais índices accionistas norte-americanos baixam cerca de 5%. As estatísticas valem o que valem, mas antes de se poder confirmar, ou não, a tendência, os investidores ainda teriam dever as bolsas chinesas a afundar 10% num mês.

 

Jornalista

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