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Raul Vaz 28 de Novembro de 2007 às 13:59

O BCP e o paizinho do costume

Voltou a balbúrdia ao BCP. Volta a falar-se da saída de Jardim Gonçalves (mais vale tarde do que nunca) e na emancipação de Filipe Pinhal (nunca é tarde para começar). No fundo, permanece a questão: quem vai pôr ordem na casa? É esta a dúvida que circula

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Torneada a fusão, a gula renasce em função da perda de valor do produto. Em apenas três meses o BCP viu o seu preço-alvo descer 17%, o que significa uma perda de dois mil milhões de euros – num processo de que são responsáveis os que estão e os que já não estão. Regressemos, pois, ao futuro: na frente dos potenciais compradores surgem os espanhóis BBVA, Popular e Sabadell. Na frente nacional,o cenário mantém-se estável: o BES e a CGD poderão aliar-se numa operação de retalho. Pergunta crédula: quem decide se vende e a quem vende? Se estivéssemos a falar de uma operação normal seriam obviamente os donos (accionistas) do banco e a sua administração, num saudável funcionamento do mercado. Mas não. Já estamos – sobretudo quando cada um trata de si – a olhar para o paizinho do costume. E quem é ele, numa sociedade reverente? O Governo que está e de quem os agentes económico-financeiros se queixam com frequência. Mas a quem recorrem sempre que precisam: foi assim em 2003, quando Durão intercedeu junto de Aznar para travar a investida do BBVA sobre o BCP. Há excepções? Pois há: vejam o que aconteceu à OPA de Belmiro.

PS: Depois de Chávez, vem aí Mugabe. Eles farejam a moleza.

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