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Raul Vaz 18 de Janeiro de 2006 às 13:59

O erro de Sócrates (II)

Não é pela idade – um argumento que Soares destruiu com uma vitalidade incomum. É porque Cavaco dificilmente perderia, fosse quem fosse o adversário.

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Mas há uma outra razão: o turbilhão Alegre funcionou, enxertando no espírito a ideia de que Soares só regressava pelo poder; e quando era preciso destruir o que era difícil de contrariar, aqueles que acreditaram que o seu candidato poderia vencer, renderam-se à adversidade. A todos os adversários, deixando emergir a ideia de que, afinal, só se procuravam razões para uma derrota anunciada. Ao ponto de Sócrates conseguir a originalidade: chega-se ao fim da campanha com dúvidas sobre a sua preferência. E ele sabe, tão bem como qualquer eleitor, que, nas actuais circunstâncias, a qualidade de Soares não chega para evidenciar defeitos dos adversários. Poderia ser suficiente caso Soares disputasse as sondagens e não surgisse com frequência atrás de quem compete no mesmo espaço eleitoral. Sócrates quer apenas esconder o seu pior receio: que Alegre fique à frente do candidato que impôs e escasseiem as explicações. Restando-lhe reconhecer que o povo não o compreendeu. Acontece quando não se é claro.
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