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O espectro da Itália... da Grécia... da...

Nos anos 90, quando sobrevinham crises orçamentais, os governos sustinham a respiração durante dois anos e esperavam pela retoma. Esta, ajudada pelas exportações, punha as receitas fiscais a crescerem a taxas de 5-7%. E o défice caía; como aconteceu de 96

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Este modelo acabou: a economia não cresce ao ritmo dos anos 90. Quem conhece as nossas finanças dirá que o modelo tinha pés de barro. Pois tinha, mas dava para disfarçar. Agora não dá: não há crescimento (as receitas baixam) e a despesa pública tem novos constrangimentos: mais funcionários, mais gastos com pensões (www.bportugal.pt/publish/bolecon/primavera06/bolprimavera06p.pdf)...

Chegou o momento da verdade: o défice estrutural, de que fala o banco central, só se corrige com medidas que vão doer. Muito. Muitíssimo. Quanto mais as adiarmos, mais próximos ficamos de uma espiral descendente, que nos deixará na cauda da União Europeia. Exagero? Façam as contas: se o saldo primário é negativo (3,3%), quer dizer que o orçamento gera cada vez menos receitas para pagar o que o Estado deve. Qual a saída? Mais endividamento, com efeito de bola de neve. É óbvio que não estaremos sozinhos, mas estaremos muito mal acompanhados.

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