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O estalinismo não morreu

Não conheço Carlos Sousa nem tenho simpatia por ele. Sobretudo depois da forma como reagiu ao "anúncio" da sua saída da Câmara de Setúbal, feito pelo PCP

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Não conheço Carlos Sousa nem tenho simpatia por ele. Sobretudo depois da forma como reagiu ao "anúncio" da sua saída da Câmara de Setúbal, feito pelo PCP: não teve coragem para assumir a divergência com a direcção do partido, que o correu a pontapé (primeiro foi a fuga de informação, segundo a qual o PCP estava a "analisar" a sua obra à frente da autarquia; depois o comunicado do partido anunciando a sua saída, antes da conferência de imprensa que Sousa havia marcado). Uma vergonha!

Não sei analisar as implicações dos actos que, alegadamente, estão por trás da investigação que a IGAT está a fazer na Câmara. E que pode acabar na sua dissolução (o grande receio do PCP). Mas há uma coisa que faz muita impressão (para além da falta de coluna vertebral do autarca): a forma como o PCP põe e dispõe dos seus eleitos. E não se diga que, numa eleição, concorrem partidos e não cidadãos. Se isso é verdade para instituições como o Parlamento, não o é para a Presidência e autárquicas. Aqui a personalidade tem um peso determinante: na grande maioria dos 308 municípios do país, quem ganha as eleições são, primeiro, as pessoas... depois os partidos. Razão bastante para que o PCP, ou outro partido, não reivindique direitos de propriedade sobre a presidência de uma Câmara.

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