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Pedro Duque - WeDo Consulting 22 de Julho de 2004 às 17:23

O «fun» da terceira geração móvel

A largura de banda móvel chegou com o UMTS. E agora? Quem são os verdadeiros interessados num canal com estas características? E que serviços procuram?

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Um grupo que beneficia com a terceira geração é representado pelos utilizadores que procuram a componente «fun» no telemóvel. Essa componente traduz-se essencialmente em dois serviços: downloads e comunicação por mensagens.

Se, por um lado, a comunicação de mensagens, SMS/MMS, é perfeitamente suportada pela tecnologia actual, por outro, o serviço de downloads pode ser bastante mais agradável usando UMTS.

O UMTS é uma tecnologia de transporte. Serve para levar bits de um lado para outro e  garantir que estes chegam ao destino correcto. A nova geração móvel diferencia-se da anterior, não só por fornecer um canal de comunicação com uma largura de banda superior, mas igualmente pela maior rapidez na transmissão de dados.

Se usarmos como analogia a água, o UMTS para além de permitir um caudal superior (largura de banda), faz com que uma gota de água que se deite numa extremidade de um cano, chegue mais rapidamente à extremidade oposta (latência).

A largura de banda permite que se espere menos tempo a fazer um download, e a latência permite uma maior interactividade sobre o canal de dados, podendo servir de suporte para vídeo-chamadas, VOIP ou para jogos multi-jogador em rede.

Hoje em dia, os serviços de download de toques, imagens e jogos são os mais utilizados por quem procura a componente «fun» num terminal móvel. Se os conteúdos actuais têm cerca de 100k, com a evolução dos terminais, rapidamente irão atingir tamanhos na ordem dos megabytes.

O GPRS permite descarregar 1 megabyte em cerca de 3 minutos. Sendo a diversão móvel uma actividade de impulso, este tempo de espera é inaceitável. Com o UMTS, o download do mesmo megabyte demora agora cerca de 30 segundos.

A largura de banda agora disponível permite a disponibilização de conteúdos mais ricos para terminais móveis, como filmes ou músicas em formato MP3, que seguramente não tardarão a aparecer.

Se os conteúdos podem ser mais ricos e mais apetecíveis, os jogos e as comunidades online também são potenciados por esta nova tecnologia. Quem já teve a experiência de participar num jogo online (como por exemplo, o Neverwinter Nights ou o famoso Quake), sabe que a experiência é extremamente absorvente.

Assim, a possibilidade de transportar esse mundo virtual para qualquer local, dando mobilidade ao jogador, tem um valor inegável.

O jogo online utiliza o canal de duas formas: por um lado para se actualizar (por exemplo, através do download de novos níveis) e para permitir a interacção entre jogadores. Se a primeira forma tira, principalmente, partido da capacidade de largura de banda, a segunda é muito sensível à latência.

A largura de banda e a latência necessárias ao suporte de um serviço deste tipo já se encontram disponíveis. O UMTS trouxe consigo, uma capacidade nunca antes disponibilizada ao mundo dos dados móveis.

Neste momento, e de forma a que o mundo do 3G se torne mais completo, o desafio é colocado aos operadores e aos fabricantes de terminais: produzir terminais mais fiáveis e com maior capacidade, ter a habilidade de potenciar estas capacidades através de serviços com valor efectivo para os utilizadores, cobrando um valor que seja percepcionado como um valor justo.

Terminais, serviços e valor são as apostas essenciais para garantir que os mundos virtuais se mobilizem!

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