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O ministro invisível

António Mendonça é um homem com qualidades. Os portugueses passam por ele e não o vêem. É um fenómeno científico. É o ministro invisível. Com ele este executivo perdeu virtualidades. Mário Lino divertia, mas era visível.

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António Mendonça é um homem com qualidades. Os portugueses passam por ele e não o vêem. É um fenómeno científico. É o ministro invisível. Com ele este executivo perdeu virtualidades. Mário Lino divertia, mas era visível. Poderíamos discordar dele, mas ele impunha a sua presença. E, claro, deixou frases que ficarão na história da governação indígena. António Mendonça ocupa um ministério que parece um polvo: Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Só por isso deveria ser dos mais visíveis membros da equipa governamental. Não é. A questão das Scut é um incêndio e o ministro nem fala sobre ele, nem transporta um balde de água. Os transportes aumentam e o ministro desapareceu. As obras públicas vão quase ser extintas devido à crise e o ministro não solta um ai! A Telefónica ameaça amputar a PT da Vivo e o ministro que se arrisca a ficar sem comunicações para ter um pelouro não mexe os lábios. Resumindo: ter este ministro ou uma figura do Museu de Cera de Madame Tussaud é o mesmo. Ou melhor, não é. Assim evitava-se ter de pagar o seu salário e os de todos os membros da sua equipa. Uma das personagens da série "Dragon Ball" tinha, numa das suas aventuras, de lutar contra um homem invisível. Este não sabia lutar, mas como era invisível, podia golpear o inimigo e esquivar-se dos golpes que este desferia. Mendonça é um ministro invisível diferente: não golpeia porque não sabe e não é golpeado porque ninguém sabe que existe. No caso de António Mendonça a invisibilidade é um castigo. Fizeram-no ministro e ele ainda não descobriu.





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