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O modelo do futebol português é insustentável

A Deloitte está prestes a divulgar o seu relatório anual sobre o futebol português. O documento vai dizer aquilo que toda a gente que conhece o negócio do futebol, sabe: poucos clubes têm condições para sobreviver, a médio prazo, com o actual modelo de ne

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A Deloitte está prestes a divulgar o seu relatório anual sobre o futebol português. O documento vai dizer aquilo que toda a gente que conhece o negócio do futebol, sabe: poucos clubes têm condições para sobreviver, a médio prazo, com o actual modelo de negócio.

Tome-se o exemplo dos três grandes: Benfica, Porto e Sporting. Dos três, só o Porto tem capital suficiente para fazer face aos seus compromissos. O passivo do Sporting e Benfica (277 e 302 milhões de euros) é asfixiante, consequência de erros de gestão do passado e da construção dos estádios.

Os dois precisam de mais capital (não é por acaso que Soares Franco quer vender o imobiliário do clube). A menos que "hipotequem" boa parte das receitas dos próximos 10 anos, nomeadamente de publicidade, e vendam um ou outro jogador por época para pagar juros e amortizar capital (o maná da Champions League - o Benfica realizou 15,65 milhões de euros - não é para todos).

Mas o relatório da Deloitte vai mostrar outra coisa: que a criação das SAD trouxe mais transparência à contabilidade dos clubes (as contas, por exemplo, já são consolidadas) e maior racionalidade à sua gestão (v.g o caso do Sporting de Braga). O que, não sendo a solução para todos os problemas, é o princípio... de outras mudanças.

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