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Raul Vaz 13 de Março de 2008 às 13:59

O "novo PSD", cabeça, tronco e membros

Mas quem é Ribau Esteves? O exemplo vivo, cabeça, tronco e membros, do “novo PSD”. Ele está no índex do futuro sem passado, uma realidade onde o confronto de ideias não passa no filtro das bases. Ribau Esteves é uma figura da revista à portuguesa, o “Beri

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A figura inchou e presume-se com o dom que lhe coube em sorte - uma espécie de “picareta falante” série b, x, z (apesar das caixas baixas, perdoem-nos Vasco Pulido Valente e António Guterres por uma apropriação fácil). Em 20 minutos de directo na TV ficou a jura de jamais responder a quem não está de acordo com as bases, como se as bases esperassem mais do que a vingança sobre o outro. Mas a Ribau exige-se mais do que às santificadas bases: durou 12 horas a jura com a figa de quem se pode confiar para encontrar o novo paradigma do partido das setas. Ribau voltou a dizer o que sabe dizer sempre que alguém que pensa não concorda com o mandato com que se exerce o poder escrito na alínea d da vigésima página de um programa que as bases não só dispensam como rejeitam. Quer isto dizer que Ribau é burro? Ribau não só não é burro como é fino, num derivado up grade do produto que entusiasma a malta da carne assada ao fim de semana. Serve como fruta da época, uma época em que Pedro Santana Lopes se juntou a Luís Filipe Menezes, mais Ângelo Correia, mais os resquícios do pior “nogueirismo” e, last but not least, Ribau Esteves. The man in town, o arquétipo do partido que muda de cor e apaga duas setas para chegar ao poder. Eis o melhor motivo para repetir o que está: fica Sócrates, por enquanto estás perdoado.
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