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Fernando Sobral - Jornalista fsobral@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 11:02

O optimismo e o pessimismo

Winston Churchill disse, um dia: "Eu sou um optimista. Não parece ajudar grande coisa ser outra coisa qualquer". Cavaco Silva nunca foi um optimista.

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Winston Churchill disse, um dia: "Eu sou um optimista. Não parece ajudar grande coisa ser outra coisa qualquer". Cavaco Silva nunca foi um optimista.

Talvez porque a economia e as finanças portuguesas nunca lhe deram qualquer razão, mesmo remota, para o ser. Mas, depois da sondagem que dá Cavaco com nota negativa na opinião dos portugueses (uma novidade, porque os PR costumam ser o oásis do sítio) as suas razões para estar pessimista são ainda maiores do que o habitual. Os portugueses sentem que uma parte da política e da sociedade perdeu a sensibilidade moral.

É por isso que o PR é sempre visto como a luz no fundo do túnel. É isso que, sem se perceber porquê, Cavaco tem vindo a desbaratar nos últimos meses. Às vezes os políticos pecam por ingenuidade. Mas a um PR pede-se tudo, menos ser ingénuo. Os portugueses gostam de Presidentes como reserva moral da nação. Mas, do caso da alocução por causa dos Açores à alucinação das escutas, o PR tem demonstrado uma falta de sensibilidade política, que o está a transformar num espelho da vida pública. O PR esbraceja no pântano para o qual deveria alertar enquanto se mantinha a distância prudente. Parece reinar uma instabilidade emocional na Presidência, que a impede de escolher a melhor táctica e estratégia.

A menos que não seja ingenuidade e existam apenas maus tácticos e péssimos estrategos à volta de Cavaco. A serenidade moral do PR é fulcral. A menos que a ingenuidade seja uma forma de nos irem dizendo que Cavaco não se recanditará a Belém.
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