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O presidente Basilio

No dia 20, o presidente da API, questionado sobre se cobriria o diferencial de custo de produção do Combo (37,5 milhões de euros por 75 mil carros), para manter a Azambuja, não hesitou: «Nem pensar! Estamos é dispostos a ajudar a fixar novos investimentos

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Basílio qualificou ainda a saída da GM como «um caso típico de má gestão local».

A sua intervenção levanta duas questões: Manuel Pinho tem a mesma opinião? No dia anterior, o ministro havia dito que era obrigação do Governo «fazer tudo para criar boas condições para a GM em Portugal»... Basílio tem razão na questão de fundo: não faz sentido subsidiar a produção do Combo. Porque teríamos a Comissão Europeia à perna e porque a Azambuja acrescenta pouco valor (o Combo tem 511 fornecedores e apenas 4,1% estão em Portugal). Mas a decisão, por ser política, não é sua, é do Governo.

A segunda questão tem a ver com o tom da intervenção: a forma como falou do processo é aceitável para quem tem como missão captar investimento estrangeiro?

P.S. – Basílio disse ainda que se tiver de recusar um projecto petroquímico por causa das emissões de CO2, não andou «cá a fazer nada». Mas o desenvolvimento «sujo» interessa ao país? E quem paga a compra de «direitos de poluição»?

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