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Raul Vaz 21 de Outubro de 2005 às 13:59

O que Cavaco aprendeu com Soares

Ambos mudaram nos últimos 10 anos. Mas a diferença está na forma como se interioriza o desafio e se prepara o combate. Para Mário Soares o regresso aconteceu pelas circunstâncias, embora a vontade tenha sido construída; em Cavaco Silva o processo foi-se s

Viu-se ontem, por contraponto com o longo monólogo do seu adversário. A primeira impressão confirma o que está assimilado pela generalidade da opinião pública: falta saber se Cavaco ganha à primeira ou se será obrigado a um esforço suplementar. É óbvio que Soares partiu em desvantagem. Por razões conhecidas e justificáveis – algumas das quais poderiam ter sido contrariadas pelas características inatas do candidato. Mário Soares sempre se mostrou aos portugueses como um político sem medo da adversidade, capaz de inverter o resultado antes do fim do jogo. Tem feito o contrário. Dois exemplos: já disse que os responsáveis pelas sondagens que lhe são desfavoráveis terão que ser responsabilizados pelo seu trabalho; já acusou a comunicação social de estar a levar o adversário «ao colo». Vimos estes erros em Santana Lopes. Cavaco privilegiou os jornalistas na sua primeira intervenção. Aprendeu com Soares.
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