Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Opinião
Fernando Sobral - Jornalista fsobral@negocios.pt 27 de Dezembro de 2005 às 13:59

O risco e a incerteza

Na sua simpática mensagem de Natal, José Sócrates sossegou os portugueses. Segundo o seu discurso de ama, «a mudança já começou. Finalmente começou». Todos ficámos descansados. Há, claro, quem sinta na pele a mudança.

  • Partilhar artigo
  • ...
Outros, obviamente, notam-na no final do mês quando pagam as contas, e também a sentem. Há, claramente, uma diferença entre aquilo que Sócrates sonha, a mudança, e aquilo que se vislumbra, a imobilidade. Basta olhar para a Autoeuropa: o país treme com a perspectiva de fecho da fábrica. Mas o que é que se faz para criar, desde já, uma alternativa a essa possibilidade real: seja daqui a cinco dias ou a cinco anos? Há quem chame mudança a um conjunto de palavras cuja soma é igual a zero. É o que faz Sócrates. O Governo trata este problema como se ele fosse um fantasma. Sócrates começa a assemelhar-se a um «ghostbuster» falhado. Frank Knight, dizia que havia uma diferença entre o risco e a incerteza. O risco era algo que se poderia calcular: a possibilidade de se perder na roleta. A incerteza tinha a ver com as hipóteses de sucesso ou falhanço serem incalculáveis. Isto é: alguém jogar à roleta e, depois de vencer, ser assaltado à saída do casino. Sócrates joga com a incerteza. E diz que isso é, apenas, um risco.
Mais artigos do Autor
Ver mais
Outras Notícias