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David Bernardo davidbernardo@yahoo.com 13 de Maio de 2014 às 00:01

O seu site está a passar a mensagem correcta?

Os sites são uma das melhores formas de educar os seus clientes. Um óptimo exemplo são os fabricantes de automóveis. (...) Mais de 95% das pessoas que compram um carro fazem previamente uma pesquisa online.

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Agora que o seu site está pronto há que criar conteúdos. Mas como?

Estamos numa fase em que já quase não existem empresas sem presença na internet, mas ainda relativamente poucas têm uma boa presença online. Em particular as lojas de comércio electrónico só agora começam a funcionar melhor no nosso país.  Uma loja online tem como objectivo replicar (quando não melhorar) a experiência da loja física em especial no que diz respeito a:

 

• Experiência de tocar e sentir o produto

 

• Poder conversar com os empregados da loja para pedir explicações

 

• Ter o produto em casa de uma forma quase imediata

 

O último ponto é um problema de logística que começa a ser resolvido em vários mercados (na semana passada o Google acaba de lançar o Google Shopping Express e a Amazon começou a entregar aos domingos em 15 cidades norte-americanas).

 

No entanto, os dois primeiros pontos são resolvidos por algo chamado 'CONTEÚDOS'  e frequentemente esquecido até ao momento de lançar os sítios de internet.  Os conteúdos caiem geralmente na categoria de problema 'eu pensava que o outro departamento já o tinha resolvido'. Quando chega a hora da verdade tudo se complica e os custos crescem exponencialmente.

 

O que são conteúdos? De uma forma simples são os elementos que vão dar aos seus clientes informação sobre a sua empresa, os seus produtos e marca. Como consequência aumentam a taxa de conversão (relação do número de pessoas que entra no sítio e termina a comprar), acrescentam valor aos produtos e marcas, e melhoram o posicionamento nos motores de busca (Google, Bing, etc). Tudo isto se reflecte numa melhor experiência do utilizador e num aumento de vendas.

 

Mas os conteúdos só se aplicam para o ecommerce? Não, Os sites são uma das melhores formas de educar os seus clientes. Um óptimo exemplo são os fabricantes de automóveis. Apesar de poucas marcas venderem os carros online, mais de 95% das pessoas que compram um carro fazem previamente uma pesquisa online. Na maioria das indústrias, 60-70% das pessoas que vão a uma loja online ainda acabam a comprar numa loja física. Isto significa que se o seu cliente não encontra o produto que procura na sua loja online vai considerar que não existe e segue para a loja do seu concorrente. Num estudo realizado na nossa consultora (disponível em http://litsebusiness.com) a principal razão para as pessoas não comprarem foi a baixa qualidade de fotos e descrições, e a seguinte a falta de variedade de produtos nas lojas online, quando comparado com  o catálogo total existente nas lojas físicas. Como tal o não investir nos conteúdos do sítio vai reflectir-se não só na perda de vendas online, mas também nas vendas pelos canais tradicionais.

 

Existem vários formatos de conteúdos, mas vamos focar-nos em três tipos principais: textos, fotos e vídeos. 

 

Os textos no caso de produtos (porque existem os mais variados tipos de texto nos sites: perguntas frequentes, quem é a empresa, etc.) têm como objectivo: recriar/descrever o produto o melhor possível, fortalecer o valor percebido, e melhorar o posicionamento nos motores de busca. É igualmente fundamental que a informação seja consistente e homogénea. Como tal têm de ser pensados desde o início. Escrever para a web é também diferente de escrever para outros formatos já que, por exemplo, quando pensamos nos sites para telemóveis há que reduzir pelo menos para metade a quantidade de texto.

 

As fotos e os vídeos representam em si um investimento já mais significativo. Num estudo que realizámos com uma loja online, a passagem de uma foto por produto para quatro fotos levou a um aumento de 40% nas vendas desse produto. Não se iluda com a ideia que compra uma máquina fotográfica e alguém tira as fotografias, ou pede a um amigo fotógrafo. Fazer isto com dois mil produtos, quatro fotos por produto, são oito mil fotos. Agora junte descrição de produto, tratar cada uma das fotos e pôr os nomes nos ficheiros. Mais do que artístico é um processo produtivo quase industrial que tem de ser gerido de uma forma altamente eficiente.  No caso dos vídeos, a produção é ainda mais complexa e cara, apesar de cada vez mais existirem várias novas opções.

 

A geração de conteúdos é uma das principais preocupações que temos encontrado em empresas a desenvolverem os seus negócios online e como tal vamos dedicar os próximos artigos a este tema.

 

Partner litsebusiness.com e professor de e-commerce e marketing digital na Nova SBE

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