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O susto de Sócrates

José Sócrates assustou-se. No fim-de-semana. De repente caiu-lhe no colo um desafio (cortesia dos homólogos Merkel, Verhofstadt, Junker, Rasmussen...) com o qual não contava: redigir, no segundo semestre de 2007, um Tratado Europeu capaz de federar 27 paí

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É uma fasquia bem mais alta do que aquela para que se estava a treinar: uma presidência "simpática", com um ou outro brilharete. E que ficou ainda mais alta depois de os líderes europeus terem elevado as expectativas quanto à presidência portuguesa.

Mas juntar França e Holanda (que chumbaram o Tratado) a checos e polacos (os eurocépticos "do frio"), e produzir um texto adaptável pelos 27, é uma temeridade. Sobretudo porque implica respeitar uma variável, fixada em Berlim, para a qual Sócrates não foi ouvido: ter tudo pronto até final de 2007, para haver ratificação do Tratado antes das eleições europeias de 2009.

Sócrates, e os seus mais próximos, estão incomodados.

É natural. O primeiro-ministro não tem experiência internacional. E mesmo que a tivesse, a tarefa que herdou é um presente envenado: quantos Governos europeus não se enterraram já no atoleiro da Constituição Europeia?

Mas difícil ou não, vem mesmo a calhar: Sócrates poderá mostrar se é mesmo estadista, ou se se limita a ser rei na imensa terra de cegos que é a política portuguesa.

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