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Onde as reformas não chegam...

As universidades recebem hoje menos 20% de fundos do que há uma década. E apesar dos ajustamentos que fizeram, o seu modelo de gestão continua obsoleto: na organização, nas linhas de ensino, no financiamento...

Mas nem todos os problemas do sector têm a ver com o modelo. O problema maior está no travejamento básico: ajustar o número de instituições à demografia (há universidades e institutos politécnicos a mais), currículos desajustados, estatuto da carreira docente (um dos cancros do ensino superior)...

São áreas onde o Governo insiste em não mexer (tal como o anterior, e os anteriores, e os anteriores dos anteriores). Os que não percebem porquê, só precisam de olhar para o calvário de Maria de Lurdes Rodrigues.

Enquanto não houver coragem para atacar estes problemas, os cortes de verbas às universidades resolvem pouco. Mariano Gago, a quem Sócrates impôs o Ensino Superior, não se quer meter no vespeiro.

Compreende-se: alterar a lei para permitir, por exemplo, despedir um catedrático "sem" alunos, ou com taxas de reprovação de 80 ou mais por cento na sua cadeira, é um sarilho. O melhor é focar-se na menina dos seus olhos: a Ciência. Sempre há dinheiro para distribuir. E onde há dinheiro, não há contestação.

O problema é a sorte do ensino superior.

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