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Os dois lados de Ricardo Salgado

Ricardo Salgado confirmou ontem, na Hora H deste jornal, porque é um dos melhores banqueiros portugueses.

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Do evento de ontem destaco três aspectos: a frontalidade com que respondeu às questões (inclusivé do foro político), a forma responsável como falou da banca (condenando os rumores sobre a solvabilidade do BCP e reafirmando a solidez dos bancos portugueses) e as críticas ao Poder (a ironia com que se referiu a Sócrates, a quem o "núcleo duro" da PT alegadamente ficará a dever uma subida do preço da Vivo, foi deliciosa…). Salgado teve ainda tempo para mostrar que o crescimento do BES, nos últimos vinte anos, não aconteceu por acaso.

Mas houve dois pontos onde não esteve bem. Quando criticou o despesismo do Estado (a despesa não caiu), por oposição à voracidade fiscal (aumento dos impostos). Salgado devia ter feito esta crítica mais cedo. Não só não o fez como manteve o apoio aos investimentos públicos megalómanos do Governo quando já se conhecia o calamitoso estado das finanças públicas.

O segundo momento menos bom ocorreu quando justificou a defesa da Vivo, com o argumento de que PT e Telefonica já não podem viver juntas e que a venda permite à PT reinvestir no Brasil. Primeiro: o divórcio devia ter ocorrido aquando da OPA da Sonae; logo aí ficou claro que a Telefonica ia dar nova "facada" na PT. Segundo: a venda da Vivo devia ter sido defendida antes da proposta da Telefonica. Feita agora deixa a PT nas mãos da Oi. Que, além de inflacionar o preço, já disse que não quer os portugueses a mandarem na empresa.




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