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Os dilemas do PSD

Na ressaca das eleições lisboetas o PSD lambe as feridas. Não espanta. Desde que Sócrates tomou o poder, a posição da oposição é a mesma: sentado, à espera que alguém agite meia dúzia de dúvidas. A sociedade civil não se move por acção do PSD. Agita-se po

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Esse é o longo suicídio da oposição. A escolha de Fernando Negrão para dirimir armas contra António Costa é típica de alguém que vai para a luta com o síndrome da derrota. Como sabe que vai perder, já vai a cambalear. Quando o opositor tenta a estocada final repara, com espanto, que o seu adversário já não está lá. Não porque tenha caído. Mas, simplesmente, porque caiu no chão. Mais 5% ou menos 2% não alteram a ausência de estratégia oposicionista do PSD. Em Lisboa e em Portugal. Com ou sem Negrão. Com mais ou menos Negrão. As democracias precisam de oposições fortes. Portugal definha porque tem um Governo que faz o que quer e tem uma oposição que gosta de estar sentada a ver-se na televisão às oito horas. Marques Mendes é, nos seus equívocos voluntários ou involuntários, o melhor "boy" do primeiro-ministro. Depois de Lisboa, o PSD precisa de fazer como os Cavaleiros da Távora Redonda: os mais activos guerreiros devem juntar-se para descobrir não apenas um líder, mas uma estratégia. Um Ricardo, como no Reino Unido medieval. Até pode ser Marques Mendes. Mas precisa de ter coração de leão. Para que haja mais e melhor democracia.
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