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Os filhos e os enteados... ou os «tansos fiscais»

Não escondo a minha admiração por Paulo Macedo, o director-geral dos Impostos. Pegou num serviço que protegia os incumpridores (isto é um «understatement»!) e transformou-o numa máquina eficiente.

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É por isso que não tenho problema em subscrever a divulgação da lista de devedores ao Fisco.

As pessoas e empresas expostas têm direito à privacidade? Têm. Mas os cumpridores também têm direitos. Neste caso, à justiça fiscal. Ou seja, têm o direito de não quererem pertencer àquele clube a que Leonardo Ferraz de Carvalho chamava de «tansos fiscais»: os que pagam demasiado... porque outros não pagam nada.

Os mais críticos vão-me acusar de ingénuo porque nada garante que, apanhados os faltosos, o Estado cumprirá a sua parte: reduzir a despesa pública (até hoje tem sido o contrário: quanto mais receita, mais despesa).

É verdade. Com o Estado que temos, é provável que daqui a dois anos estejamos a pagar o mesmo (ou mais) ao Tesouro. Mas pelo menos acaba-se a (estafada) desculpa de que sem alargar a base de contribuintes não se podem baixar as taxas de imposto. E mesmo que o Governo não baixe os impostos, estaremos a viver numa sociedade mais justa (embora menos competitiva).

Porque já não haverá tantos filhos e enteados.

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