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Vítor Costa vitorcosta@mediafin.pt 05 de Agosto de 2004 às 13:59

Os laranjinhas ganharam asas

Poderão existir portugueses que têm como certo que, quando o dr. Durão Barroso deu a conhecer ao sr. Presidente da República o convite que recebeu para presidir à Comissão Europeia, Jorge Sampaio lhe garantiu que não dissolveria o Parlamento.

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Poderão existir políticos que duvidaram da hipótese de o sr. Presidente da República poder dar posse ao dr. Pedro Santana Lopes.

Há, no entanto, de certeza, portugueses que tiveram pesadelos com a possibilidade de o sr. Presidente da República optar pela convocação de eleições antecipadas em vez de dar posse a um Governo de iniciativa presidencial.

E entre esses portugueses estão grande parte dos ministros do Governo liderado pelo dr. Durão Barroso. Só assim se pode entender que desde o anúncio da fuga para Bruxelas e a tomada de posse do dr. Santana Lopes, o anterior Governo tenha feito 38 nomeações: uma média de duas por dia.

Portugal, com o eng.º Guterres, já tinha vivido a experiência dos «boys». Com o dr. Durão Barroso, os «boys» foram substituídos pelos laranjinhas. Agora, em apenas 20 dias, os laranjinhas ganharam asas. Perante a terrível imagem de eleições antecipadas, ministros e secretários de Estado pegaram numa qualquer bebida energética, sacaram das canetas e nomearam, nomearam como se não houvesse amanhã.

Ter um português na presidência da Comissão Europeia poderá dar muito prestígio a Portugal. A imagem de Estado que o dr. Durão Barroso deixa aos portugueses nunca será apagada por esse prestígio.

Na hora da despedida vale a pena lembra um «slogan» de campanha de Durão Barroso: «Falar verdade». Vale a pena perguntar: «Avô, porque é que o dr. Durão Barroso disse que tinha um compromisso para 10 anos e fugiu para a Comissão Europeia.

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