Raquel Godinho
Raquel Godinho 26 de março de 2018 às 22:01

Ouro já conta com mais adeptos

Num início de ano marcado pelo regresso da volatilidade, o ouro tem sido um dos activos a conseguir retornos positivos. Sobe mais de 4%, em 2018, num período em que os principais mercados accionistas mundiais acumulam já desempenhos negativos.

E é precisamente neste ambiente de maior incerteza para as acções que o metal precioso pode ter mais margem para valorizar. Pelo menos é o que antecipa o Goldman Sachs, banco de investimento que, pela primeira vez em cinco anos, está optimista para o desempenho do ouro. "A nossa equipa de matérias-primas acredita que o diferencial entre os preços do ouro e os juros dos Estados Unidos está aqui para ficar", defende o banco, numa nota publicada esta segunda-feira e citada pela CNBC. Neste dia, sessão marcada pelo regresso às quedas dos mercados accionistas, o ouro chegou a tocar nos 1.356,02 dólares por onça, o valor mais elevado desde Janeiro, depois de ter acumulado o maior ganho semanal desde Abril de 2016. Ganhos que os analistas do Goldman acreditam que vão manter-se, nos próximos meses, a reflectir os sinais de uma subida da inflação e do "risco aumentado" de uma correcção nas acções. Chegou a hora de o ouro voltar a brilhar?

 

Jornalista

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