Filipe Moura
Filipe Moura 01 de maio de 2019 às 16:00

Pode ser melhorada a relação entre Bancos, Fintechs, e outras Entidades?

Existe uma relação, a vários níveis, entre Banco de Portugal, SIBS, Bancos e Fintechs, na qual é possível a melhoria.

Reparamos na notícia no jornal de negocios do passado 22 de abril, que descreve a Autoridade da Concorrência estar "atenta" a críticas das Fintechs à SIBS.

 

Em primeira linha, começamos por afirmar o trabalho extraordinário que a SIBS faz em Portugal, há mais de 30 anos. Confirmamos que os sistemas de pagamentos oferecidos são todos de qualidade. E também confirmamos, que os sistemas que são orientados ao cliente final, são promovidos pela SIBS sem custo transacional para o ordenante, seja numa referência multibanco ou pagamento tpa, fator de sucesso que esperamos que se mantenha.

 

Em segunda linha, percebe-se que estamos em fase de mudança, pois existem novos players, alguns deles já estão no mercado há vários anos, e que também têm de ter o seu espaço reconhecido. Aqui falo nas Fintechs e outras entidades, que são igualmente autorizadas e supervisionadas pelo Banco de Portugal ou outro Banco Central (e tem de ser assim, pois estas empresas movimentam verbas de outras pessoas, individuais ou coletivas, e como tal, devem ser supervisionadas).

 

A questão é que a SIBS, hoje, é Sociedade InterBancária de Serviços, e como o nome diz, agrega Bancos, e ainda não, do mesmo modo, as Fintechs.

 

Entre Bancos e Fintechs, cada um tem o seu papel e respetiva função.

 

O papel dos Bancos vai continuar a ser de captar depósitos, necessário para aforrar, e de serem financiadores de investimento, seja às empresas ou aos particulares. Nas empresas, fazem financiamento de longo prazo, e podem chegar aos 15 anos. Nos particulares, por exemplo no crédito habitação, é comum o prazo do financiamento chegar aos 30 anos. Esta função é fundamental que exista, para o bem da economia. As Fintechs não fazem isto. 

 

Por outro lado, as Fintechs têm uma estrutura muito mais pequena, e por isso, mais ágil. Assim, conseguem responder de forma mais rápida às novidades tecnológicas muito solicitadas pela sociedade, e com isso, têm uma função no sistema financeiro.

 

Observamos o panorama internacional, e verificamos que isto já está a acontecer. E de forma acentuada. Vemos a Revolut, e outras, que começaram do zero há poucos anos, e agora já têm milhões de clientes a movimentar biliões de euros, a ocuparem um espaço útil, que está a ser reconhecido. E muitas vezes, com serviços inovadores, sem tirar negócio aos Bancos.

 

Achamos que há espaço tanto para Bancos como para Fintechs, pois cada perfil tem vantagens, face ao outro, para o cliente final. E com uma regulação do Banco de Portugal e uma operação da SIBS, com uma boa relação entre todos.

 

É fundamental que todas estas entidades, vejam esta nova realidade de forma benéfica, para que Portugal seja um espaço de crescimento de mais e melhores empresas do sistema financeiro.

 

PS: Para mais informação sobre este assunto, pode ler o estudo da Autoridade da Concorrência.


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