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Raul Vaz 20 de Abril de 2006 às 13:59

Porque saiu Campos e Cunha

O último boletim do Banco de Portugal é arrasador para o Governo e mau para o país. Diz uma coisa simples: apesar dos esforços exigidos aos portugueses e do aumento da receita fiscal, a despesa pública continuou a derrapar em 2005, agravando a situação or

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Enquanto o desemprego crescia e a competitividade diminuía. Pior ainda: a despesa deverá superar o orçamentado para este ano. É óbvio que faltam oito meses e há que ter fé. É aliás o que resta a um Governo que já está dependente do que acontecer à economia mundial. Para melhor se perceber as razões deste desastre deve-se recuar no tempo. Quando o ministro das Finanças que Sócrates apresentou ao país decidiu deixar o Governo. Campos e Cunha intuiu rapidamente o que se veio a confirmar: a coragem do primeiro-ministro exerce-se numa interminável apresentação de planos para todos os sectores da actividade nacional. Quando o problema, a verdadeira doença, reside no peso excessivo da máquina administrativa no Orçamento do Estado, exigindo cortes significativos na despesa. E isso faz-se de uma única forma: diminuindo os serviços públicos e dispensando funcionários. Campos e Cunha saiu, o actual ministro das Finanças desvaloriza a análise do Banco de Portugal. A propaganda vai continuar.
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