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Portas: oportunismos à parte

Paulo Portas é um caso estranho. Poucos, entre a classe política, gostam dele. Mas todos o respeitam. Na comunicação social é o mesmo. Apesar do que dizem dele jornalistas e analistas, Portas tem na Imprensa um "share" superior ao do seu partido.

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É difícil explicar este respeito. Será da inteligência política? Do talento para a oratória? Ou do "faro", que faz a diferença entre um político de carreira e um animal político? Provavelmente é tudo isto. Mas goste-se ou não dele, e do oportunismo com que gere a carreira, Portas é um adversário temível: é tão populista como Sócrates (ao contrário de Marques Mendes); estuda bem os dossiers (tem opinião, segura, sobre tudo); tem o verbo fácil; está sentado no Parlamento? e tem uma "lata" descomunal. Ou seja, exibe predicados de que qualquer líder da oposição precisa para combater um peso-pesado como Sócrates.

Mas será isto suficiente para ter sucesso na reencarnação como líder do CDS e na (velha) ambição de federar a direita? A segunda parte não será fácil: os eleitores do PSD não costumam ir em cantigas? e Cavaco, que com ele tem contas antigas para ajustar, também não. A primeira é outra história: Sócrates vai ter de proteger os calcanhares. Até porque é na oposição que Portas é brilhante. Alguém se lembra de algo extraordinário que tenha feito como ministro?

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