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Reformar o Estado?

No inimitável “Yes, Minister”, o melhor dicionário escrito sobre a arte da governação, recordava-se algo exemplar: “muito do trabalho dos funcionários públicos consiste em fazer circular informação que é irrelevante sobre assuntos que não interessam às pe

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A revolução tecnológica pode substituir circulares por e-mails, mas alguém tem de os ler e fazer “fast-forward” para que se cumpra a função do Estado: que nada funcione. Ao que parece o Governo, inocentemente, quer dispensar 75 mil funcionários de um total de mais de meio milhão. É uma utopia inocente do Governo: como se se quisesse emagrecer alguém com “donuts”. Está assim definida a verdadeira função do Estado: dar emprego a funcionários. Em vez de se contratarem funcionários para resolver os problemas existentes, tentam-se criar problemas para mostrar que são necessários os funcionários que circulam pelos corredores e ocupam secretárias. Ao longo de dezenas de anos o Estado foi crescendo. Empregando primos, tios e cunhados “que acabam por dar um jeito” aos familiares e conhecidos. E tendo, claro, muitos funcionários úteis e competentes. Porque, de outra forma, nada funcionava. No nosso país, com o enorme peso da sua administração, quem controla o rolo da massa e o micro-ondas controla o produto final. Engana-se quem pensa que quem tem um avental é o responsável pelo menu final. Errado: muda-se o tempero e o cozinheiro, mas o produto final não difere.
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