Raquel Godinho
Raquel Godinho 04 de novembro de 2018 às 18:40

Riscos geopolíticos vão fazer vítimas

2018 trouxe de volta a volatilidade aos mercados financeiros. E, nos próximos meses, esta velha conhecida dos investidores não deve desaparecer. Isto porque são vários os eventos em agenda.

Um dos factores com mais peso no rumo dos vários activos é o risco geopolítico, numa altura em que se mantêm as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e entre a Arábia Saudita e o Ocidente.

 

Para o JPMorgan, as primeiras vítimas do risco geopolítico serão o ouro e o iene, activos que tipicamente funcionam como refúgio em momentos de turbulência. Num relatório de 135 páginas, publicado na passada quinta-feira e citado pela agência Bloomberg, o banco de investimento refere que não tem que ser necessariamente assim.

 

Os especialistas defendem que, desde 2008, as acções têm estado cada vez mais sensíveis à instabilidade política. Mas, defendem os mesmos especialistas, os riscos geopolíticos também podem beneficiar os investidores, nomeadamente as empresas do sector da defesa e aquelas que proporcionam ferramentas contra os ciber-ataques. Em ambos os casos, deverão ver a procura pelos seus serviços crescer.

 

Há sempre os dois lados, quem ganha e quem perde. E estes lados são cada vez menos óbvios.

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