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Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 03 de Agosto de 2006 às 13:59

Santos e o sistema do país

Fernando Santos poderia ser o ideólogo do país. Há alguns dias dizia que os bons jogadores conseguiam adaptar-se a qualquer sistema. Hoje confessa que, já que os futebolistas não se adaptam à sua genialidade, é ele que vai mudar o sistema.

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Fernando Santos poderia ser o perfeito ministro reformista: chegava a um ministério, dizia que os seus excelsos funcionários se adaptavam a qualquer mudança e, um dia, percebia que era ele que tinha de mudar. E não ser demitido à primeira oportunidade. Fernando Santos poderia, por exemplo, ser o engenheiro da Ota. Decidia a mudança. Quando percebia que a sua opção tinha um pecado original adaptava-se a ele. E a vida seguia normalmente. Por absurdo Fernando Santos geria as finanças. Mais fácil do que fazer um novo menu com menos despesas do Estado, decidia-se pela mais fácil hipótese de rapar o tacho. Os Certificados de Aforro, e quem coloca lá o pouco que tem, acabam por ser os infelizes contemplados com a impossibilidade de se mudar o sistema. O treinador do Benfica tem perfil para ser ministro. Acredita que o seu sistema é mais moderno do que todos os outros. Mas, no momento do jogo a sério, perde sempre por 3-0. Assim, em vez de impor o seu sistema, tem de se adaptar ao já existente. Para não passar de reformador a reformado. O sistema português já comeu ao pequeno almoço muitos ministros. E alguns ofereceram-se para ser degustados. Basta substituir o nome de Fernando Santos por alguns ministros deste Governo.
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