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Sinergias entre empresas e empreendedorismo

Uma das grandes lacunas na vida de um empreendedor é a falta de capital para realizar o seu sonho. Mas não é apenas com capital que tudo se consegue.

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Os empreendedores têm a ideia, mas não têm muitas outras coisas que fazem falta para a concretizar. A fusão entre a necessidade das empresas inovarem e as ideias dos empreendedores estão cada vez mais a ganhar terreno no mercado nacional.

Uma das grandes lacunas na vida de um empreendedor é a falta de capital para realizar o seu sonho, mas não é apenas com capital que tudo se consegue. É necessário apoio em diferentes áreas, como marketing, gestão, jurídico, administrativo, etc para que a ideia ganhe corpo e obtenha o sucesso desejado.

As empresas já têm toda a estrutura de funcionamento que um empreendedor necessita e que lhe faz extrema falta para além de ser custosa.

Juntar estas duas peças traz vantagens para ambas partes. Para o empreendedor que fica estruturado, e para as empresas que podem ganhar novas ideias e com elas diferenciarem-se no mercado, ficando assim cada vez mais competitivas.

Inovar nas empresas é necessário e essa inovação consegue-se com os empreendedores.

Imagine que a sua empresa vende serviços logísticos. Já o faz há várias décadas e com a experiência que adquiriu no mercado procura servir cada vez melhor o seu cliente. Mas imagine que um empreendedor inventou uma nova forma de prestar serviços logísticos que lhe reduz em 20% os seus custos e que o torna mais competitivo e inovador.

Para juntar estas duas peças, basta para isso a empresa absorver o empreendedor, dando-lhe espaço na sua empresa para pôr em prática a sua ideia. Dar-lhe as ferramentas e todo o apoio para que ele consiga retribuir com uma solução que a si e aos seus clientes lhes interessam. Não se trata de contratar uma pessoa, mas sim de fazer uma troca de serviços que pode ser rentável para ambos. Ao empreendedor atribui-lhe um local de trabalho no ambiente adequado à sua ideia, apoio na gestão, marketing, administrativo, jurídico, etc. Tudo isto ao empreendedor iria-lhe custar dinheiro e preocupações que por agora podem ser reduzidas ou adiadas. Em contrapartida o empreendedor dar-lhe-á uma nova ideia e o conhecimento que tem sobre ela para que a sua empresa ganhe mais dinheiro e cresça de forma inovadora e sustentável.

O empreendedor vê-se obrigado a que sua ideia tenha resultados práticos para que dela consiga pagar-se a si mesmo e criar uma empresa de prestação de serviços lucrativa. É assim criada uma empresa satélite participada pela empresa logística e pelo empreendedor para que ambos obtenham retorno sobre aquilo para o qual contribuíram.

Desta forma pode até não existir grande investimento em capital mas sim em recursos e apoios que também são necessários e indispensáveis para o negócio.

Já começam a existir empresas de média e grande dimensão que se aperceberam das vantagens da união destes dois mundos, o mundo empresarial e o mundo empreendedor, e cada vez vejo com mais frequência artigos no jornal nesta direcção. São boas noticias para ambos, mas como sempre ainda se consegue fazer mais.

Uma das empresas que recentemente anunciou ter disponibilizado o conceito de incubadora de start-ups que no fundo é o que aqui explico, fê-lo da forma que tenho vindo a defender e que considero importante, ou seja, primeiro ouvi-o os empreendedores para entender quais as suas necessidades, e de seguida criou o ecossistema adequado ao crescimento das suas ideias.

O resultado foi a criação de várias parceiras que alimentam as necessidades dos empreendedores, ou seja um conjunto de empresas que servem o marketing, jurídico, e administrativo. Empresas que em parceira prestam serviços à incubadora dando vantagens económicas as start-up que ai residem, e ao mesmo tempo conquistam um novo segmento de mercado, as empresas start-up.

Em vez de contratarem mais um colaborador, o que fazem é juntar um grupo de empreendedores na sua incubadora de forma a identificarem as ideias disruptivas que ajudem a sua empresa a crescer, proporcionando-lhes serviços competitivos e apoio na gestão.


Faz todo o sentido que uma empresa que já está no mercado e que tem boas relações comerciais com os seus fornecedores, e até mais condições para exigir preços competitivos, que actuem em nome dos empreendedores para que estes tenham acesso aos melhores serviços e da forma mais económica.

Se a ideia vencer, ganharam ambos, empresa e empreendedor, bem como se criaram mais postos de trabalho, aumentou-se a competitividade, proporcionou-se mais negócio aos fornecedores, entre muitas outras coisas. Para conseguir isto não é necessário um grande investimento, mas sim visão por parte dos administradores das médias e grandes empresas Portuguesas.






TOME NOTA

1. Procure novas ideias para inovar o seu negócio através de grupos de empreendedores.

2. Ganhe com esta ideia, não só economicamente, mas também como forma de garantir a sua competitividade ao longo dos anos.



Envie para o "e-mail" jng@negocios.pt todas as suas questões, dúvidas ou experiências sobre "vender com ou sem parceiros"


*Fundador e líder executivo da Zonadvanced - Grupo First

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