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Raul Vaz 05 de Janeiro de 2007 às 13:59

Sobra para Laurentino

Laurentino Dias está escalado sempre que o PS exerce o poder: é ele quem trata das questões desportivas correntes. Que, paradoxalmente, parecem as mais complicadas.

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No quadro das suas funções, o secretário de Estado pediu às federações desportivas para não agendarem espectáculos para 11 de Fevereiro, dia de referendo. Em primeiro lugar, é altamente duvidoso que o futebol interfira com a percentagem de votantes. Mas Laurentino pediu, não exigiu. Presume-se que não esteja no âmbito das suas competências a proibição de um espectáculo desportivo – apesar do motivo poder ser entendido como suficiente para uma intervenção superior. Trata-se de uma questão séria que o Estado põe à consideração dos cidadãos eleitores e na qual investe uma verba significativa – cerca de dez milhões de euros, cálculo oficial. Mas também não é caso para tamanha deferência com os homens do futebol. A publicitação da iniciativa de Laurentino significa que alguém quis que se soubesse: ou o próprio ou os seus interlocutores. Seja como for, trata-se de um exagero, a não ser que o responsável governamental receie o efeito de uma resposta negativa na votação. É possível depois do imenso poder que os nossos governantes têm conferido aos senhores do futebol. Lembram-se de Sócrates aos pulos na atribuição do Euro 2004. E dos milhões aplicados nos estádios do novo-riquismo. Pois é, sobra para Laurentino.

P.S. Sempre pareceu estranho que João Pinto tivesse prescindido de três milhões de euros no negócio com o Sporting. Agora terá admitido a mentirinha, ilibando o amigo Veiga e devolvendo a bola ao Sporting. Zangam-se as comadres?

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