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Raul Vaz 22 de Dezembro de 2006 às 13:59

Sócrates rijo para 2007

Sócrates parte rijo para um novo ano. Já se sabe que a conjugação é favorável, com os poderes a puxarem pela autoridade. Mas ontem, dia de um debate que também favorece o poder, voltou à superfície a fragilidade dos vários contra poderes.

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O PCP não conta além da existência do "ticket" Jerónimo/Bernardino, um pudim que nunca desmancha mas abana sempre que é servido; o Bloco é o que é e perde sentido quando o mundo pula e avança; o CDS parece um "kindergarten" à espera que o Pai Natal lhe traga o presente que perdeu desde que perdeu o poder; o PSD é a questão. E é um problema porque é – nos próximos 20, 30 anos – aquele que pode ocupar o poder. Eis a questão e o drama para o seu líder, Luís Marques Mendes.

O problema do chefe não é parecer o boneco do Contra Informação ou ter um grupo parlamentar que lhe é manifestamente adverso – circunstâncias que, aliás, poderiam ser rentabilizadas.

O problema de Marques Mendes é ter estado no poder, com ligeiras intermitências, nos últimos 30 anos. E isso faz toda a diferença quando ataca Sócrates sobre o vergonhoso processo do regulador da energia. Acontece que Mendes esteve em processos idênticos, uns piores outros menos vergonhosos. Como Sócrates, dirão os que acompanham a matéria. Acontece que Sócrates chegou agora para mudar o que se fez ontem. Pois é, é isso que parece e parece que é isso que o país quer.

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