Raquel Godinho
Raquel Godinho 01 de março de 2018 às 21:15

Spotify não vai para a bolsa a qualquer preço

Depois de alguns meses de especulação, o Spotify entregou o pedido de admissão na bolsa de Nova Iorque. Mas esta operação terá algumas características especiais, como sublinha o Financial Times.

A empresa sueca pretende realizar uma entrada directa em bolsa. Ou seja, passará a cotar as acções existentes, detidas pelos seus investidores e funcionários, sem ter de angariar novo capital nem contratar um banco ou corretora de Wall Street para intermediar a oferta. Esta forma pouco convencional de entrar em bolsa reduz alguns dos encargos a que as empresas têm de fazer face, nomeadamente as comissões exigidas. E, de acordo com o Cinco Días, serão colocadas acções no valor de mil milhões de dólares. Será o mercado, no dia da estreia, a decidir o preço a pagar pelas acções da empresa de "streaming" de música, mas, de acordo com a informação revelada pelo Spotify, existe um histórico de transacções privadas de acções. E, no ano passado, estes títulos foram negociados entre os 37,50 e os 125 dólares. Já no arranque deste ano, as operações decorreram entre os 90 e os 132,50 dólares. Transacções que avaliaram a empresa em cerca de 19,7 mil milhões de dólares. Isto se os investidores estiverem dispostos a pagar este preço.

 

Jornalista

pub