Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 04 de março de 2018 às 18:09

Trump e Powell não assustam gestores 

A última semana foi de perdas nas bolsas mundiais. Os receios em torno da política monetária norte-americana e o anúncio da implementação de tarifas sobre as importações de aço e alumínio por parte dos EUA alimentou o pessimismo dos investidores.

Mas, o ambiente negativo foi aproveitado pelos fundos para reforçar a aposta em acções norte-americanas. Segundo a EPFR Global, os fundos e ETF aplicaram 8,6 mil milhões de dólares em acções dos EUA, na última semana de Fevereiro. Este reforço surge depois de três semanas consecutivas de resgates, que totalizaram saídas de 43 mil milhões de dólares. No entanto, esta aposta ainda não está a render ganhos, uma vez que as primeiras duas sessões de Março foram negativas para as praças norte-americanas. Sendo certo que 2018 promete maiores oscilações, depois de um ano praticamente sem volatilidade, os gestores de activos deverão procurar beneficiar com as correcções no mercado. A questão é perceber quando é que o mercado já bateu no fundo. E isso é praticamente impossível prever. Por isso, para quem está confiante que o mercado vai recuperar, o melhor é aproveitar os momentos de queda para investir. E é isso que os gestores de fundos estão a fazer.

 

Jornalista

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mais votado Como vai surgir o próximo Bear Market ? 04.03.2018

Segundo a Goldman, da análise dos Bear Markets desde o século 19,
emerge a ideia que existirão 3 tipos:
1-Os cíclicos, normalmente resultantes de aumento de taxas de juro
e de expectativas de diminuição da atividade económica e do lucro das empresas,
registando quedas máximas (drawdowns) da ordem dos 30%,
e regressando as cotações ao nível anterior em média ao fim de 5 anos;
2-Os estruturais, resultantes de uma reação
a situações de profundo desequilíbrio (como em 2008),
e que podem levar a quedas de 50%,
com recuperação das cotações em média só ao fim de 10 anos;
2-Os resultantes de acontecimentos traumatizantes para os Mercados, vg no domínio da geo-política
com recuperação rápida.
Ninguém sabe de que tipo será o próximo Bear Market e como surgirá:
-de repente, como um trovão ,
-ou com pés de veludo, numa alternância de quedas alarmantes e de subidas enganadoras.
Que prevenção?
Para o primeiro caso: Stop Losses;
Para o segundo: médias móveis ou modelos de previsão.

comentários mais recentes
Alentejano 05.03.2018

tipo é expectável um grande crescimento no preço do imobiliário nos locais escolhidos para passar a reforma e talvez seja isso que se está a passar em Portugal vendem as acções e obrigações e títulos etc. e tal para terem em depósitos à ordem e comprarem casas e jantares e tudo o que mereçam

Alentejano 05.03.2018

lembrei-me agora que os babyboomers ocidentais estão finalmente na reforma e estão a vender as aplicações que acumularam durante 5 décadas (os 20% que pouparam o suficiente para a reforma pelo menos ) logo choques de preços nas acções/obrigações serão mais que normais com reflexão no preço imob.

Alentejano 05.03.2018

Alias se analisado por este prisma as empresas estarem a distribuir tantos dividendos é uma tentativa de defesa contra a baixa do preço das acções que terá de ocorrer invariavelmente conforme os investidores abandonam os mercados de acções! muitos ficarão porque ganharam o bicho da coisa mas ...

Alentejano 05.03.2018

em relação aos acontecimentos traumatizantes ... por norma são muito bons para os investidores como situações de conflitos não criaram gigantes como a BMW Mercedes (lado perdedor) dupont rolls royce (lado vencedor) alias esses tornam o investimento fácil 1º industria 2º construção 3º serviços

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