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Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 19 de Abril de 2010 às 11:49

Um imenso Taguspark

Portugal julga ser um imenso Taguspark mas é, na realidade, um Parque Mayer decadente. Por detrás da modernidade tecnológica, o País continua a reger-se pelos velhos princípios das cumplicidades, dos compadrios e dos monopólios disfarçados. Portugal é um...

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Portugal julga ser um imenso Taguspark mas é, na realidade, um Parque Mayer decadente. Por detrás da modernidade tecnológica, o País continua a reger-se pelos velhos princípios das cumplicidades, dos compadrios e dos monopólios disfarçados. Portugal é um cenário iluminado pelo sol. Atrai os turistas e afasta as agências de "rating". Mas não é o próximo problema global, como afirmaram eufóricos dois economistas no "New York Times". Um grande problema económico em Portugal será apenas uma pequena dor de dentes no globo. E o mundo não implodirá por causa disso. Mas afectará todos os portugueses. E é com isso que sucessivas gerações de políticos, e não só, têm vindo a brincar. Fez-se do cenário o palco político nacional e no Taguspark sintetizou-se a forma como se gere o poder neste País. José Sócrates, com um pé no abismo e o outro a escorregar para lá, é apenas o último na sequência de líderes que querem o poder mas se esquecem de o exercer para o bem de todos. A imagem de Sócrates está desfocada e o seu destino está traçado. Só que ainda ninguém o avisou disso. Ou então ele recusa-se a escutar essas vozes. O PEC, qualquer PEC, vai fazer com que o eleitorado do centro, que decide quem governa, fuja em busca de uma luz de esperança. Sócrates já só é um pisca-pisca, como na canção de Ruth Marlene. O que sobra destes anos de Governo é uma enorme oportunidade desperdiçada. Em nome da modernidade conduziu-se o País às portas das trevas. Portugal vai passar pelo Inferno de Dante. Cortesia de Sócrates e dos seus amigos.





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