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Um país adiado

As estatísticas mostram que o desemprego está a crescer entre quem tem formação qualificada (leia-se licenciados). A situação é tanto mais preocupante porquanto até em áreas onde até há pouco tempo uma licenciatura dava garantias de emprego (como Gestão)

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Qualquer leigo, mesmo quem não tem formação qualificada, é capaz de interpretar estes sinais: o fosso entre o que os jovens portugueses estão a estudar e as necessidades do mercado está a aumentar.

Em qualquer país que levasse estes problemas a sério, um cenário destes seria motivo de grande preocupação. E provavelmente o Governo, as universidades e as associações empresariais juntar-se-iam para tentar encontrar soluções. Em Portugal é diferente. O primeiro-ministro congratula-se com o facto de a economia ter criado 105 mil empregos em dois anos, lembrando que já não falta muito para os 150 mil que prometeu na campanha eleitoral. Pelo meio, esquece-se que o emprego cresceu sobretudo em sectores que não exigem formação qualificada. As universidades sacodem a água do capote: cinco delas diziam ontem ao “DE” que a “qualidade académica não se mede pelo desemprego dos estudantes”. E as associações empresariais andam entretidas com um conflito disparatado (que só confirma a falta de liderança entre os patrões). E ainda nos surpreendemos com a falta de optimismo dos portugueses.

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