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Ulisses Pereira ulissespereira@hotmail.com 22 de Dezembro de 2008 às 13:00

Uma luz apagada

A colocação em Bolsa da EDP, em 1997, foi o baptismo de muitos investidores no mercado de capitais e revitalizou a Bolsa portuguesa.

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A colocação em Bolsa da EDP, em 1997, foi o baptismo de muitos investidores no mercado de capitais e revitalizou a Bolsa portuguesa.

Durante alguns anos, milhares de pequenos investidores seguiam apaixonadamente a evolução das cotações da EDP. As quedas que marcaram o percurso da acção, fizeram com que muitos desses pequenos investidores vendessem as suas acções e o entusiasmo em torno da EDP se desvanecesse. Apesar disso, a acção continua a ser das mais detidas pelos investidores portugueses.

Nos últimos meses, muitos têm sido aqueles que têm recomendado a compra de EDP por ser um papel seguro para se navegar no actual mar turbulento dos mercados financeiros. Confesso que me custa sempre ouvir estes lugares comuns que mais não são do que autênticas ilusões. A história da EDP em Bolsa mostra bem como a acção nunca resistiu aos “Bear Markets” do mercado português e foi sempre mais uma a ser arrastada pela maré de quedas. “Papel seguro” pode ser uma expressão que soa bem mas está longe de ser realista e os gráficos aqui apresentados mostram bem isso.

No início deste ano, com a quebra da Linha de Tendência ascendente de longo prazo, a acção deu um claro sinal de venda e, nessa altura, apontei o final do “Bull Market” da acção, vestindo o meu fato de urso. O que me faria despir esta feia indumentária e juntar-me aos touros? Sinais de força da acção. Não gosto de lutar contra a tendência e prefiro esperar pelas inversões para me juntar à festa.

O grande sinal de força da acção seria a ruptura da resistência horizontal entre os 3,15 e os 3,2 euros. É verdade que ainda estamos longe desses valores e que pode parecer um desperdício esperar uma subida até lá para se entrar na acção, mas antes disso corremos o risco de entrar em mais um ressalto falhado da acção, como todos aqueles que aconteceram ao longo deste ano.

Por isso, continuo pacientemente à espera de um sinal consistente de força de uma acção carismática da Bolsa portuguesa. E os meus olhos estão postos na resistência dos 3,15 euros e na possibilidade de ser quebrada. Se isso suceder, acende-se uma nova luz…

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