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Uma triste tragédia

Entre a Severa que cantava e dançava o fado e, por exemplo, Santana Lopes, que mudou em Lisboa? A cidade deixou de ser vista como um beco de prazeres, uns mais proibidos do que outros. E tornou-se o palco dos que ambicionavam ser poderosos à boleia da mai

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É a actriz disputada por candidatos a políticos de sucesso. Lisboa não é servida: serve quem a utiliza como trampolim para o sucesso efémero. Mas, entretanto, Lisboa definha. Falta-lhe um político com visão que a queira tornar o farol que ilumina os sonhos do país. Quem, por exemplo, fez ecoar a sua voz, dizendo que a capital necessita de tornar-se um espaço de vida onde não se deve deixar cair prédios lindos como se faz em Paris, Viena ou Madrid para construir caixotes de betão? Lisboa pode, e deve ser, a linha de contacto entre a memória e a modernidade. Quem deu um murro na mesa e disse que Lisboa tem tudo a perder, em termos culturais, urbanos e comerciais, com um aeroporto na Ota e gritou que isso é matar lentamente a capital? Lisboa tem sido, demasiadas vezes, um local de "prêt-à-porter" de políticos sem visão e sem carisma. Há, por aqui, demasiados caciques, pretensos caudilhos e populistas. Lisboa vive rodeado de sanguessugas. Nesta peça de humor duvidoso, em que Carmona Rodrigues é o "compère" de serviço, vislumbramos o que não deve ser Lisboa com a sua corte de humoristas rascas disfarçados de políticos. Como comédia, é uma triste tragédia.
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