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Nuno Ribeiro da Silva 24 de Junho de 2005 às 14:06

Viva a Ministra da Educação!

A triste e patética figura que os Sindicatos, ditos representativos dos Professores, têm protagonizado é o espelho do parasitismo e distanciamento das burocracias sindicais/  /partidárias que se instalaram enquanto profissionais do sindicalismo, às c

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A triste e patética figura que os Sindicatos, ditos representativos dos Professores, têm protagonizado é o espelho do parasitismo e distanciamento das burocracias sindicais/  /partidárias que se instalaram enquanto profissionais do sindicalismo, às custas dos impostos que os pais dos alunos pagam.

Não, não sou de extrema-direita, conheço a história, em muitos aspectos, notável do movimento sindical, sei o que é a Constituição e a Democracia e? no 25 de Abril estava no quartel do Carmo!

Mais, adorava viver num país em que os professores fossem muito bem pagos. Aliás, há 23 anos que sou professor, conheci e conheço exemplos notabilíssimos de docentes que se substituem aos pais, que faltam às crianças e aos jovens.

Também de muitos que, com os seus pequenos salários, ajudam alunos mais pobres dando-lhes material didáctico, roupa, conforto e estímulo.

Mas, sabem os sindicalistas profissionais de tertúlia de sede partidária, como numa família se cria o “momentum” para o estudante se concentrar e criar a adrenalina para o grande dia?

Lembram-se, se não fizerem o curso (?) com passagens administrativas, da marcante paixão da época de exames, esperanças, desilusões e alegrias, que preparam a têmpera de um jovem para uma vida de cidadania confiante e criativa?

O célebre provérbio anglo-saxónico “no pain no gain”, não permite que os senhores do casino roubem o prémio a quem o ganhou!

É um oportunismo cobarde para compatibilizar aderentes, que lhes permitam exibir nas sedes partidárias “as vitórias” pela capacidade de liderança? Talibãs, que fazem terror com a esperança e sentimentos dos estudantes e das suas famílias.

É por isso que a iniciativa de requerer os serviços mínimos para assistência aos exames é uma medida exemplar da Ministra, num ambiente em que o Estado perdeu o respeito por si e os responsáveis políticos se envergonham no chamado politicamente correcto.

E, se a Ministra não tiver a razão jurídica do seu lado, é porque a lei está errada e deve ser mudada. Se os sindicalistas se apoderaram da lei para tornarem reféns os cidadãos, então não sei porque estive no Largo do Carmo há 31 anos?

E, o Ministro da Administração?

Só quem não anda lá por fora é que pode ter a ilusão que o “arrastão” de Carcavelos não afecta gravemente a imagem de “brandos costumes” do nosso País.

Afecta e muito, quer no rótulo de “limiar superior do 3º Mundo” com que muitos nos vêem e, claro, na predisposição a investidores e turistas em colocarem Portugal na sua “carteira de hipóteses”.

Vi à exaustão nos canais de televisão de todo o mundo as fotografias do fenómeno.
O tempo de antena em horas nobres que exibiu a tristeza do que se passou, não é sequer neutralizado por todo o orçamento dos ICEP’s deste país no que chamam a promoção da “marca Portugal”.

Para além das pessoas que foram roubadas e incomodadas, aqueles meninos com o seu acto, custaram ao país centenas de milhões de euros.

E agora Senhor Ministro?

Todos sabemos que as causas são profundas, blá, blá, blá,,, Mas, lá porque existe uma úlcera, não quer dizer que não se ataque a constipação.

Todos diferentes, todos iguais! Por isso têm de ser repreendidos e reprimidos como se fossem “hooligans” louros de olhos azuis.

Não foram estes e, não o são todos os dias, proibidos de viajar para verem os jogos que lhes apetece e repatriados no avião seguinte quando fazem disparates?

Que sinais e que exemplo dá o Estado que tem, quase, o monopólio da segurança?

Mais importante e sério: não se entende que 100% da população decente do País repudia o que se passou e espera uma reacção exemplar das autoridades?

Não se percebe que é um “acontecimento histórico” que, a não ter uma resposta firme, exemplar e convincente - pública - ficará no calendário como a data de nascimento de um futuro Le Pen português, como aconteceu na França, Áustria, Holanda, etc?

Paradoxalmente, mexer no caldo dos “brandos costumes” com o tempero do “síndroma do colonizador”, são entre nós a maternidade do racismo, xenofobia e? justiça popular.


 

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