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Teresa Damásio 01 de Setembro de 2016 às 21:10

"We the People, By the People, For the People"

Estamos em plena rentrée! Os partidos políticos anunciam novas medidas, sempre com o objetivo de satisfazer os seus eleitores e seduzir novos votantes.

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As organizações empresariais começam a planear novas atividades tendo sempre como fim último o bem-estar dos respetivos colaboradores a conquista de novos públicos e a diversificação da procura. Os clubes desportivos estão em pleno pós fecho do mercado onde houve jogadores que foram vendidos e outros que foram comprados. Nas escolas e nas universidades o tempo é de tomar contacto com os novos horários e professores. Celebrar o início de novas aprendizagens e a consolidação das competências adquiridas em anos anteriores.

 

"We the People"1- é assim que começa a Constituição dos Estados Unidos da América! Nós, o Povo! Nós, as Pessoas! Analisando todos os "players" de relevo da reentré , seja em Portugal ou em qualquer outro país, parece que é tudo feito "By the People" e "For the People". Senão vejamos: O Governo, independentemente da latitude e da longitude, ao longo do respetivo mandato vai apresentando aos cidadãos, de forma bastante cuidada, as Medidas que já foram realizadas e as que importa executar para que o respetivo Programa seja escrupulosamente cumprido. Anualmente já nos habituaram às longas discussões a propósito do orçamento estando, supostamente, sempre em pano de fundo a satisfação das necessidades das pessoas - "By the People" e "For the People"; as organizações empresariais, sejam nacionais ou multinacionais, colocam sempre no centro da missão o cliente, o desenvolvimento sustentável e a felicidade dos trabalhadores.

Aparentemente tudo é feito para agradar às Pessoas - "By the People" e "For the People". Só com o advento e subsequente tomada de consciência da Crise é que começamos a ouvir falar, de forma cada vez mais insistente, dos acionistas e de como a sua vontade está condicionada pelo lucro e pela sustentabilidade da empresa; nos Clubes Desportivos os adeptos são a força motriz de cada modalidade e os sócios os propulsores de cada equipa. Aqui os espetadores e os atletas são as Pessoas e tudo é gizado para satisfazer as respetivas necessidades - "By the People" e "For the People". Apesar de toda esta harmonia tornou-se usual assistirmos pacificamente à entrada sorrateira das entidades bancárias que suportados na perturbação criada pelas deficientes condições das diferentes economias se sentem no direito de serem legítimos intrusos.

 

Nas Escolas e nas Universidades dá-se corpo diariamente ao artigo 26.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem2: "Everyone has the right to education…". Apesar deste princípio universal estar ratificado pelos Estados Membros das Nações Unidas, todos os dias assistimos à violação deste Direito e a ingerências graves na previsão e estatuição desta norma jurídica.

 

No entanto, "We the People" permitimos que tudo seja feito por e para nós quando na realidade somos Nós que temos o poder de tudo legitimar.

 

Na nossa rentrée pessoal deixo como sugestão colocar no topo das nossas prioridades que "We the People" comece a determinar as nossas escolhas e opções.

 

Tenho a certeza que dessa forma todos os objetivos serão alcançados! Bom (re)início!

 

(1)http://constitutionus.com/

 

(2)http://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/

 

Administradora do ISG | Instituto Superior de Gestão e do Grupo Ensinus

 

Este artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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